Empresa recuperou primeiros fungicidas usados pela humanidade Azurra Plus é fruto da junção de uma molécula de cobre e outra de fósforo, gerando um produto bioativo
Aline Oliveira/Vereda Comunica
Um produto que recuperou uma tecnologia que estava abandonada há 100 anos voltou aos campos de diversas culturas. A Biocross modernizou esta tecnologia, baseada no primeiro fungicida usado pela humanidade e registrado na história, testou, aprovou e colocou o produto no mercado com o nome Azurra Plus.
E seu desenvolvimento motivou debate durante o evento promovido pela Biocross em parceria com a Seiva do Vale no dia 17 de março em Petrolina, uma noite que reuniu mais de 230 produtores do Vale do São Francisco. A proposta era discutir tecnologias e técnicas para ampliar a segurança do fruto produzido na região.
Membro da equipe que desenvolveu o Azurra Plus, o Gerente de Pesquisas da Biocross, Naylor Aguiar, conta que o produto nasceu da observação de alguns gargalos na agricultura, especialmente na necessidade do manejo livre de resíduos de moléculas sintetizadas. O desafio era criar um produto 100% natural e com espectro amplo de controle de diversas doenças. Hoje, ele é usado não apenas na uva, mas também na cultura da manga, soja, milho e diversas outras culturas no Brasil e na América Latina.
Tecnologia mais natural
O Azurra Plus é formado por uma molécula de cobre ligada a uma molécula de fósforo: desta junção chegou-se a um produto bioativo, que ativa o metabolismo da planta, deixando-a mais forte, e tem uma ação direta sobre as doenças, atuando em duas frentes. Foram dois anos e meio entre o surgimento da ideia, a pesquisa na literatura científica, o desenvolvimento da tecnologia e análise em instituições de pesquisa respeitadas até chegar às prateleiras. “A gente faz toda a parte de comprovação antes de ocorrer o lançamento”, garante Naylor.
O gerente acredita que o produto faz parte de um movimento de libertação do mercado em relação a moléculas sintéticas para o controle de doenças, que inclui o uso de métodos alternativos e compostos naturais para manejo de forma menos agressiva, porém muito eficiente.
“Ficamos um grande período dependente de moléculas sintéticas para controlar uma doença, recentemente voltou-se a usar métodos alternativos junto com a parte nutricional para garantir uma planta bem nutrida, compostos naturais para manejo de doenças de formas menos agressivas.
Ativos orgânicos
A Biocross foi fundada em 2010, em Monte Alto, no interior de São Paulo, para formular fertilizantes especiais foliares e de solo. O intuito é fornecer produtos desenvolvidos com uma tecnologia chamada de bioactive, que expressa o potencial máximo no nutriente, sempre aliado com um ativo orgânico. Entre as matérias primas estão aminoácidos e extratos vegetais, por exemplo. A empresa chegou no Vale do São Francisco através da parceria com a Seiva do Vale.
Produto da Biocross protege planta com tecnologia abandonada há um século
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