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De pais para filhos: conheça gerações de agricultores que vivem do café no Centro-Oeste de Minas


Da muda extraída para o plantio até o café coado na xícara, a família de São Francisco de Paula conhece todos os detalhes do grão que é tão importante para a economia brasileira. João Borges e filhos em São Francisco de Paula
Arquivo pessoal
Nesta sexta-feira (14) é celebrado o Dia Mundial do Café, produto do qual o Brasil é o maior exportador do mundo. No Centro-Oeste de Minas, mais precisamente em São Francisco de Paula, a família do agricultor João Borges, de 73 anos, está há pelo menos três gerações vivendo do cultivo do grão.
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No município, a produção cafeeira é responsável por empregar direta e indiretamente cerca de 80% da população, que hoje é estimada em 6.512 habitantes, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
E foi justamente em São Francisco de Paula que João Borges começou sua história, na década de 1960. Ele tinha apenas 10 anos quando começou apanhar café em lavouras de fazendeiros para ajudar os pais, que criaram os sete filhos com sustento tirado da lida com o grão.
“Naquela época não tinha jeito, a gente começava a trabalhar era cedo mesmo. Então, tudo que era da roça a gente mexia. Era o milho, arroz, feijão, tudo. Lembro que sempre juntava um dinheirinho, e quando eu tinha 18 anos, eu comprei meu primeiro pedacinho de terra para plantar meu próprio café. Era o que eu gostava e acreditava que daria certo”, contou.
Os anos se passaram e a história, como em um filme, se repetiu. Assim como viu o próprio pai fazer, João também criou sete filhos com sustento da lavoura cafeeira.
A primeira terra tinha sete hectares, onde João conseguiu plantar a primeira lavoura com 2.500 pés de café. Pouco tempo depois, ele conheceu Francisca Alves, com quem se casou.
Dali em diante, o plantio e a aquisição de novas terras só foi aumentando e a família também cresceu em meio à produção do grão. A primeira filha do casal de agricultores, Valdirene Borges Firmino, também começou cedo a ajudar no cultivo.
“Comecei com 14 anos para ajudar meu pai, que já me levava para a lavoura desde pequenininha. Hoje tenho 47 anos e a vida inteira eu trabalhei com o cultivo, colheita e beneficiamento do café”, disse.
“Todos nós temos um orgulho muito grande da nossa história com o café, pois foi dele que fomos criados e é a partir dele que crio a minha filha de 13 anos”.
Além de Valdirene, os outros seis filhos de João também trabalham ou já passaram pela lavoura de café que, além da colheita, precisa de muito esforço na manutenção do plantio, beneficiamento dos grãos e até a venda que é feita em toda região.
Assim como todos os outros produtores cafeeiros, João enfrenta desafios como a mudança climática, queda no preço da saca de café, falta de acesso a recursos e tecnologias para melhorar a qualidade e a produtividade.
Mas apesar das adversidades, uma coisa é certa: todos têm persistência e resistência para o trabalho no campo.
“Falar que é fácil, não é. Tem que ter firmeza e acreditar naquilo que faz. Eu sempre trabalhei e trabalho com muito gosto. Só vou parar quando Deus me chamar”.
“Dei esse exemplo para os meus filhos e fico orgulhoso de ter o Juliano, o Valdir e o João Batista trabalhando comigo diariamente e as outras que também já trabalharam e trabalham com o café, que são a Sueli, a Irene e Carina”, finalizou.
Curiosidades sobre o café
Dia Mundial do Café é comemorado nesta sexta-feira (14)
Armando Júnior
O café chegou ao Brasil em 1727, entrando pelo Pará e cultivado na cidade de Belém. Nos anos seguintes, foi levado para o Maranhão e para o Rio de Janeiro, onde foi cultivado para consumo doméstico. Levado para terras da Serra do Mar, chegou ao Vale do Paraíba por volta de 1820, onde encontrou a “terra roxa”, solo rico para os cafezais. De São Paulo foi para Minas Gerais, Espírito Santo e Paraná.
O ciclo do café foi muito importante para o desenvolvimento da região Sudeste, pois até então o Norte e Nordeste eram as regiões mais importantes do Brasil.
O Brasil é maior produtor e exportador de café do mundo.
O Brasil é o segundo maior consumidor de café no mundo, atrás somente dos Estados Unidos.
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