Dois receptadores do alimento também foram presos. Investigações começaram após dono da empresa receber reclamação de escolas sobre quantidades de alimentos entregues. Merenda escolar em escolas públicas do Distrito Federal
TV Globo/ Reprodução
A Polícia Civil do Distrito Federal prendeu, nesta segunda-feira (17), sete pessoas suspeitas de desviar e revender merenda escolar. Dos presos, cinco eram funcionários da empresa de Santa Maria que tem contrato com o GDF para entrega dos alimentos aos colégios. Entre eles, três motoristas e dois ajudantes de entrega.
Além dos funcionários, foram presos dois receptadores das merendas. Um deles é um comerciante que comprou os alimentos para revender em um mercado e o outro é um homem que comprou para consumo próprio. Um terceiro receptador foi identificado, mas não foi localizado pela polícia.
As investigações começaram após o dono da empresa receber reclamações de funcionários das escolas sobre a quantidade de alimentos entregues (veja detalhes abaixo).
Os cinco funcionários da empresa vão responder por peculato e associação criminosa. O comerciante vai responder por receptação qualificada. Todos estão presos e irão passar por audiência de custódia. Já o homem que comprou para consumo próprio irá responder por receptação simples. Ele pagou fiança e foi liberado.
Investigação
Os militares foram procurados pelo dono da empresa que faz entrega de coxa e sobrecoxa de frango para escolas públicas do Distrito Federal. O proprietário informou que várias escolas estavam entrando em contato com ele para reclamar que as entregas estavam chegando com menos quilos do que o contratado.
Ele disse aos policiais que tentava corrigir, mas percebeu que o problema acontecia com três entregadores específicos. Com o depoimento, a polícia começou a monitorar os entregadores e conseguiu flagrar o desvio das mercadorias.
Segundo o delegado Paulo Ricardo Fortin, da 20ª Delegacia de Polícia, a cada escola que eles passavam, deixavam de entregar um pouco da mercadoria. Ao final, revendiam os produtos desviados em Ceilândia, bem abaixo do preço de mercado.
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Outro caso
Também nesta segunda-feira (17), a Polícia Civil prendeu quatro merendeiras por furtar alimentos de uma escola pública. Elas trabalhavam no Centro de Ensino Fundamental (CEF) 103, de Santa Maria.
As funcionárias foram abordadas, após uma denúncia, carregando sacolas com pacotes de filé de tilápia e de batata, leite em pó, alho e cebola – comida que deveria ser servida aos estudantes.
De acordo com o delegado Bruno Linhares, da 33ª Delegacia de Polícia, as merendeiras são terceirizadas e uma delas disse que já praticava o crime há 10 anos.
A mulheres foram autuadas por peculato e associação criminosa e podem pegar até 15 anos de prisão. Elas foram encaminhadas para audiência de custódia.
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