No coração do Pantanal, em meio a campos alagados, florestas densas e os murundus, vive Stacy, uma tatu-canastra que se tornou símbolo de resiliência e que se tornou fundamental para os estudos do Projeto Tatu-canastra.
Desde sua descoberta em 2021, Stacy ensinou a todos do projeto sobre os segredos dessa espécie tão rara e pouco conhecida por grande parte das pessoas.
Em agosto de 2024, Stacy trouxe uma surpresa e deu à luz a um filhote, marcando o quarto registro de nascimento em 13 anos de pesquisa. Mas a cadeia alimentar fez com que o pequeno, e raro, filhote morresse.
Segundo o projeto Tatu-Canastra, o filhote não resistiu aos desafios da natureza e foi provavelmente pego por um de seus predadores naturais, que vivem na região.
Atualmente, Stacy vive em uma nova toca, localizada a mais de 2 km do local onde habitava com seu filhote.
“Este triste desfecho faz parte da vida natural dos tatus-canastra e reflete o equilíbrio populacional da espécie no Pantanal. Hoje, Stacy continua sendo um símbolo de resiliência e uma embaixadora científica dos tatus-canastra,” relatou Arnaud Desbiez, presidente do ICAS (Instituto de Conservação de Animais Silvestres), ao Campo Grande News.
Armadilhas fotográficas mostram mãe e filhotes juntos
Maior tatu-canastra em 14 anos é encontrado no Brasil
Recentemente, o maior tatu-canastra em 14 anos foi encontrado, na Fazenda Baía das Pedras, em Aquidauana, no Mato Grosso do Sul.
O animal recebeu o nome de Wolfgang e mede 1,60 m de comprimento e 36 kg. Além disso, outra coisa que chamou, e muito, a atenção dos pesquisadores foi o tamanho de seu órgão reprodutor, com 33 cm.
Conforme eles, um tatu-canastra adulto tem pênis de 30 cm, em média, um dos maiores do mundo, em relação ao tamanho do corpo, entre todos os mamíferos terrestres.
Ele foi capturado para a realização de exames, entre eles a coleta de sêmen. Essa medida é essencial para aprofundar o conhecimento sobre a reprodução de machos de tatu-canastra em vida livre e compreender a baixa densidade populacional.