
A renda básica universal e seu impacto na economia são temas debatidos frequentemente, principalmente após Elon Musk afirmar que a automação “substituirá” milhões de empregos. Musk acredita que garantir um valor fixo para toda a população será essencial em um futuro onde robôs e inteligência artificial assumem grande parte das funções humanas.

Elon Musk é um dos maiores defensores da renda básica universal, mas não é o único – Foto: Daniel Oberhaus (2018)/Divulgação/ND
O que é a renda básica universal e seu impacto na economia
A renda básica universal e seu impacto na economia são temas que geram intensos debates entre economistas, políticos e líderes do setor tecnológico. A proposta prevê que todos os cidadãos recebem uma quantia mensal, independentemente de sua condição financeira ou se possuem emprego. A ideia é criar um “colchão de segurança” para garantir o básico a todas as pessoas, especialmente diante da crescente automação.
Por que Elon Musk defende a renda básica universal?
Elon Musk, CEO da Tesla e da SpaceX, tem sido um dos maiores defensores da renda básica universal e seu impacto na economia global. Ele argumenta que o avanço da inteligência artificial e da robótica substituirá a maioria dos empregos atuais. O próprio Musk lançou o Tesla Bot, um robô humanoide projetado para executar tarefas repetitivas e perigosas. Segundo ele, essa tecnologia tornará inevitável a necessidade de uma renda mínima garantida para todos.
Musk não está sozinho nesse pensamento. Sam Altman, presidente da OpenAI, também apoia a ideia e chegou a financiar um teste nos Estados Unidos. Durante três anos, mil pessoas receberam US$ 1.000 mensais, e os resultados mostraram que a maioria investiu os valores em moradia, alimentação e saúde.
Como a renda básica universal e seu impacto na economia podem transformar o mercado de trabalho
Se a renda básica universal for implementada, a economia global poderá sofrer grandes mudanças, tanto positivas, quanto desafiadoras:
- Redução da pobreza e desigualdade: a distribuição de um valor fixo poderia diminuir drasticamente a pobreza e reduzir a desigualdade social em diversos países;
- Aumento do consumo: com mais dinheiro disponível, as pessoas gastariam mais, o que poderia estimular o crescimento econômico;
- Mudança na dinâmica do emprego: muitas pessoas poderiam optar por trabalhar menos ou buscar carreiras mais alinhadas com seus interesses;
- Sustentabilidade financeira: o grande desafio seria financiar essa medida sem comprometer as contas públicas.
As principais críticas sobre a renda básica universal

A renda básica universal pode comprometer o orçamento público a longo prazo, segundo especialistas – Foto: Unsplash/Divulgação/ND
Apesar do entusiasmo de Musk e outros magnatas da tecnologia, a renda básica universal e seu impacto na economia também levantam questionamentos. O economista Daron Acemoglu, vencedor do Prêmio Nobel, argumenta que a medida pode se tornar insustentável a longo prazo. Para ele, políticas como o imposto de renda negativo e qualificação profissional seriam mais eficazes para combater a pobreza.
Outra crítica comum é sobre a fonte de financiamento. Especialistas apontam que, sem uma taxação progressiva de grandes fortunas, a adoção da renda básica universal poderia comprometer o orçamento público e prejudicar áreas essenciais como saúde e educação.