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Dois jogadores são alvos de operação sobre manipulação de resultados no RS, diz MP


Gabriel Tota, que estava no Juventude e foi emprestado para o Ypiranga, é um dos investigados. Gabriel Tota, do Juventude, antes de ser emprestado ao Ypiranga
Arthur Dallegrave/ECJuventude
Dois jogadores de futebol são os alvos, no Rio Grande do Sul, da operação Penalidade Máxima II, que investiga a suspeita de manipulação de resultados para beneficiar apostadores. Segundo o ge, um deles é Gabriel Tota, emprestado pelo Juventude, de Caxias do Sul, ao Ypiranga, de Erechim. O outro nome ainda não foi confirmado.
O g1 não localizou a defesa dos jogadores até a última atualização desta reportagem.
Na manhã desta terça-feira (18), o Ministério Público de Goiás (MP-GO), em parceria com autoridades de outros estados, está realizando uma operação para cumprir três mandados de prisão preventiva e mais 20 mandados de busca e apreensão 16 cidades de seis estados. As autoridades apuram novas informações sobre uma organização criminosa suspeita de manipular resultados de jogos de futebol profissional, inclusive da Série A do Brasileirão.
Victor Ramos, da Chapecoense, é alvo de operação
No RS, os mandados foram cumpridos em Pelotas, Santa Maria e Erechim. Segundo o Ministério Público do Rio Grande do Sul (MP-RS), que prestou auxílio na operação, foram cumpridos três mandados de busca e apreensão em solo gaúcho.
Gabriel Tota, de 21 anos, disputou 23 jogos no ano passado pelo Juventude. Foram sete partidas pelo Brasileirão e seis pelo Campeonato Gaúcho, além de jogos pelo Brasileirão de Aspirantes e Copa São Paulo de Futebol Júnior. Pouco aproveitado no Alfredo Jaconi, ele foi anunciado na semana passada como reforço do Ypiranga, de Erechim, e ainda não entrou em campo.
O Juventude disse que “reforça seu posicionamento de inteiro compromisso em colaborar com as autoridades responsáveis pela investigação, uma vez que o nome de um atleta vinculado ao clube foi citado”. O clube ainda afirma esperar “que o Ministério Público e o Poder Judiciário, respeitado o devido processo legal, sejam rígidos na apuração dos fatos e que eventuais responsáveis sejam devidamente penalizados”.
O Ypiranga divulgou uma nota sobre o episódio: “Hoje pela manhã um atleta recém-chegado ao clube foi alvo da ação da investigação, na sua residência. O clube ressalta que o atleta não participou de nenhuma partida pelo Ypiranga, e que o YFC nada tem de responsabilidade na presente ação”, diz um trecho do texto. “Ressaltamos que não compactuamos e repudiamos veementemente qualquer tentativa de manipulação de resultados, que ferem nossos mais altos valores éticos e esportivos. O clube busca tomar todas as medidas possíveis para evitar e coibir este tipo de ação”, prossegue a nota.
Investigação
Segundo o MP-GO, o grupo criminoso cooptava jogadores com ofertas que variavam entre R$ 50 mil e R$ 100 mil para que cometessem lances específicos nos jogos, como um número determinado de faltas, levar cartão amarelo, garantir um número específico de escanteios para um dos lados e até atuar para a derrota do próprio time.
Diante dos resultados previamente combinados, os apostadores obtinham lucros altos em diversos sites de apostas – ou diretamente, ou por meio de laranjas.
As investigações começaram no final do ano passado, depois que o volante Romário, do Vila Nova-GO, aceitou uma oferta de R$ 150 mil para cometer um pênalti no jogo contra o Sport pelo Campeonato Brasileiro da Série B. Ele recebeu um sinal de R$ 10 mil, e só teria os demais R$ 140 mil após a partida. Como não foi relacionado, tentou cooptar colegas de time – sem sucesso.
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