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Prisão de empresário com 725 kg de cocaína em SC desvendou esquema nacional de tráfico de armas e drogas, diz PF


PF fez o sequestro de 12 imóveis milionários de 36 veículos e embarcações de luxo que ultrapassam, juntos, R$ 37 milhões. Nesta terça, também foram presas 15 pessoas. Prisão de empresário desvendou esquema nacional de tráfico de armas e drogas
Preso com 725kg de cocaína há pouco mais de um ano em Santa Catarina, o empresário e lutador de karatê Ruan Arno Brockveld, 24 anos, foi o estopim para uma megaoperação de combate ao tráfico nacional de armas e drogas nesta terça-feira (18). As informações foram divulgadas pela Polícia Federal (PF).
A ação prendeu 15 pessoas que têm, segundo o delegado Alessandro Netto Vieira, ligação com o envio de um arsenal de armas para a Baixada Fluminense no fim de 2021 (leia mais abaixo).
Todos os presos, informou a PF, eram amigos de infância do empresário catarinense e foram descobertos a partir da apreensão do celular de Brockveld, em fevereiro de 2022.
Catarinense foi condenado por tráfico de drogas
Reprodução
O grupo, descobriu a investigação, fazia parte de um esquema que abastecia com drogas e armas facções criminosas no Rio de Janeiro, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
Além de prisões, a operação fez o sequestro de 12 imóveis milionários e de 36 veículos e embarcações de luxo usados pela quadrilha. Entre eles, foi recolhida uma Ferrari. Com isso, os bens ficam restritos e não podem ser vendidos ou transferidos até nova ordem da Justiça.
Imóveis e veículos apreendidos com quadrilha que vendia armas e drogas a facções
Polícia Federal/Divulgação
Além disso, a Justiça bloqueou contas bancárias de 32 pessoas físicas e jurídicas. Os valores ainda não foram contabilizados, mas ficarão impossibilitados de uso até nova decisão judicial.
Como agia a quadrilha
De acordo com o delegado da PF, a operação de venda de armas, drogas e lavagem de dinheiro ocorria em território catarinense. As armas, informou Vieira, eram compradas em regiões de fronteira do estado e negociadas via WhatsApp com criminosos. Em seguida, eram enviadas para os destinos.
“Percebemos nitidamente que todo ciclo dessa cadeia criminosa começava e terminava em SC. Os criminosos estão aqui, daqui negociam a compra desse armamento e dessa droga, trazem para cá, escondem, renegociam e fazem a distribuição para grandes cidades do Brasil, para facções criminosas”, afirmou.
Neste esquema, Brockveld negociava os entorpecentes. Os demais, tinham envolvimento também com as armas, disse Vieira.
Arsenal de armas enviado ao RJ
A Polícia Rodoviária Federal interceptou, em 2021, uma Fiorino com 35 pistolas calibre 9mm, dois fuzis calibre 762, quatro fuzis calibre 556, 100 munições calibre 45, 75 carregadores de calibres diversos e cerca de 570 quilos de maconha. Conforme Vieira, Ruan atuava apenas com as drogas.
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