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Motorista que atropelou e arrastou cadela é identificado e foi denunciado também por violência doméstica


Homem foi flagrado atropelando e arrastando cachorra em rua de Rio Branco. Ao questionar o que havia acontecido com o carro, a ex-mulher foi agredida por ele e registrou boletim de ocorrência. Homem que atropelou cadela também foi denunciado por violência doméstica em Rio Branco: ‘não reconheço mais’, diz ex-mulher
Reprodução e arquivo pessoal
O homem que aparece em um vídeo e atropelando uma cadela na rua Isaura Parente, em Rio Branco, foi identificado como Paulo Sérgio de Olivera, de 27 anos. Os dados dele foram repassados as ONGs de causa animais e também à Polícia Militar pela ex-mulher dele, Jarlene Eluana.
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Além de responder por maus-tratos, ele também foi denunciado pela ex por violência doméstica. Segundo ela, na segunda-feira (17), ao dar um ponto final na relação, foi agredida a socos e mata-leão por Paulo. Ela conseguiu uma medida protetiva contra o ex.
O projeto social Amor Animal publicou o vídeo na segunda-feira (17), onde Paulo aparece retirando o animal do para-choque do carro e não para para prestar socorro ao animal que agonizando na rua. O fato aconteceu na noite do último domingo (16), na Rua Isaura Parente, no bairro Bosque, na capital acreana. Nas imagens, é possível ver que o condutor do veículo arrasta o animal a longa distância. Em seguida, para o carro, puxa o animal e o joga no chão. A partir de então, vai embora e a deixa na rua.
Cadela é atropelada e arrastada em rua de Rio Branco e homem foge sem prestar socorro
Momentos depois, agentes de polícia passam pelo local e param a viatura, veem o animal e depois vão embora. Jarlene contou que Paulo é usuário de drogas e que nos últimos dois anos o relacionamento ficou insustentável. Na madrugada de segunda, ela conta que ele chegou alterado em casa falando que tinha atropelado um cachorro, mas achou que ele delirando.
“Ele tem problemas com drogas e, por isso, nunca dou o carro para ele. Só que ele não me deixa dormir, então acabo dizendo pra ele ir. Nesse dia, ele chegou dizendo que tinha atropelado um cachorro e que a vida dele estava amaldiçoada. Mas, não liguei, dei um banho e pedi pra ele dormir. Há muito tempo ele dorme na sala, não dormimos mais juntos”, contou.
Jarlene foi agredida por Paulo e fez um boletim de ocorrência contra ele
Arquivo pessoal
‘Me bateu e me enforcou’
Pela manhã, ao ver as manchas de sangue no carro, Jarlene foi questionar Paulo o que tinha acontecido. Ele falou do atropelamento, mas disse que havia prestado socorro à cachorra e falado com o dono dela – versão que contrasta com as imagens do vídeo.
“Eu disse que não aguentava mais e pedi que ele saísse de casa. Foi quando ele me bateu e ficou me enforcando. Isso tudo na segunda de manhã. Coloquei ele pra fora, fiz as mala dele, mas ele saiu com a roupa do corpo. Estávamos juntos já cinco anos, mas os dois últimos foram um inferno. Essa foi a quarta agressão, mas nunca fui na polícia porque ele sempre dizia que ia parar e eu tinha muito pena dele”, contou.
Paulo é de Campos do Jordão e não tem familiares em Rio Branco, segundo a ex-companheira. Jarlene conta também que foi um choque ver as imagens dele atropelando a cachorra, uma vez que ele luta pelas causas animais.
“Ele é uma pessoa muito boa sem o uso da droga, inclusive ajuda cachorros, por isso que falo que ele estava muito drogado. Depois que expulsei ele de casa, entrei na internet e vi algumas pessoas vindo me atacar nas minhas redes sociais, dizendo que eu era hipócrita, mas não fui conivente, repassei todos os dados dele.”
A ex conta que Paulo é apaixonado por animais e ficou chocada ao vê-los nas imagens
Arquivo pessoal
A presidente da Organização Não-Governamental Patinha Carente, Vanessa Facundes, que também auxiliou no resgate do animal, foi na delegacia com Jarlene e está dando apoio à ela. Além do boletim de maus-tratos, foi registrado a queixa de violência doméstica.
“Quando vi as imagens caiu minha ficha que, nesse estágio em que está, poderia ter sido eu ali, ele pode tirar a vida de uma pessoa. O Paulo que eu conheço jamais faria isso com um cachorro, mas esse Paulo usuário de droga eu não reconheço”, lamenta.
O g1 tentou entrar em contato com Paulo, mas foi informado que ele não tem telefone e também ainda não foi localizado. A cachorra está em uma clínica e corre o risco de ter que amputar a patas traseiras.
VÍDEOS: g1

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