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Loba-guará órfã é solta na natureza após dois anos de reabilitação, no DF


Pequi foi solta na Área de Preservação Ambiental Cafuringa, em Brazlândia. Pequi e outros quatro filhotes foram resgatados, após mãe ser encontrada morta, em 2020. Loba-guará é solta na natureza depois de dois anos em adaptação, no DF
A loba-guará Pequi, como é carinhosamente chamada, foi solta em seu habitat natural, nesta segunda-feira (17), depois de dois anos vivendo em cativeiro. Em junho de 2020, Pequi e outros quatro filhotes de lobo-guará foram resgatados, na Bahia, depois da mãe ser encontrada morta.
Os filhotes foram acolhidos pelo Zoológico de Brasília, cresceram e se desenvolveram bem. A Pequi foi solta na Área de Preservação Ambiental Cafuringa, em Brazlândia. Seus irmãos seguem em outros projetos de conservação da espécie no estado da Bahia.
Para que a soltura da loba pudesse acontecer, uma equipe de mais de 30 técnicos da ONG Jaguaracambé se dedicou por mais de 24 meses para que o contato livre da loba com meio externo fosse o mais natural e seguro possível.
Os especialistas contaram também com o apoio do Instituto Brasília Ambiental (Ibram), do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).
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Reabilitação
Loba-guará é solta na natureza depois de dois anos em adaptação, no DF
Joel Rodrigues/Agência Brasília
Foram 14 meses de reabilitação com a adaptação para o consumo de presas e frutos nativos do Cerrado. O treinamento foi elaborado por uma equipe de especialistas incluindo veterinários, biólogos e zootecnistas e feito em três etapas.
Na primeira etapa, a alimentação era fornecida em uma área de manejo, ainda com ração e incluindo frutas do Cerrado que ela poderia encontrar em vida livre. Na segunda etapa, a ração foi retirada e foram fornecidas somente as frutas. Por último, a alimentação era espalhada pelo recinto e foram incluídas presas para estimular o comportamento de caça.
A partir de agora, Pequi será monitorada por meio de um rádio-colar, instalado em seu pescoço, que enviará aos especialistas, a cada hora do dia, a localização por onde a loba passou. O equipamento permite que a equipe receba um mapeamento com esses dados quatro vezes por dia.
Segundo a presidente da ONG Jaguaracambé, Ana Paula Quadros, a soltura foi emocionante. “Nós finalmente soltamos a Pequi, depois de meses trabalhando em várias linhas, de pesquisa para que ela estivesse apta para sobrevivência no cerrado”, afirma.
Leia mais notícias sobre a região no g1 DF.

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