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Aliados veem China como parceira, mas criticam ‘antiamericanismo’ de Lula e aproximação com Rússia

EUA e União Europeia repudiam declarações de Lula sobre contribuírem para a continuidade da guerra da Ucrânia
Aliados do presidente Lula avaliam que ele acerta em parte no discurso sobre Estados Unidos, China e Rússia, mas erra muito na estratégia de política externa. Para eles, Lula acerta em ter a China como parceira estratégica, afinal, no curto prazo, quem pode gerar mais crescimento ao país é ela, e não os Estados Unidos.
Mas isso não justifica, segundo eles, o “antiamericanismo infantil” do presidente e sua adesão à visão russa da guerra na Ucrânia.
Esses interlocutores de Lula lembram que, se a China é um parceiro prioritário, Estados Unidos e Europa também são. O primeiro é forte investidor no país. O segundo está negociando um acordo estratégico para exportadores brasileiros com o Mercosul.
Os aliados de Lula no Congresso afirmam que não dá para ficar do lado da China e da Rússia e disparar torpedos na direção de Estados Unidos e Europa. Isso vai contra a política externa brasileira, pautada pela “neutralidade”.
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Interlocutores do presidente alertam que ele ultrapassou a linha do aceitável e gerou uma forte reação, tanto dos Estados Unidos como da Europa, que na segunda-feira (17) se pronunciaram criticando as declarações recentes de Lula.
Por sinal, a avaliação do governo dos Estados Unidos é que a passagem do ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, pelo Brasil não ajudou nem um pouco a melhorar o clima com os EUA.
Pelo contrário. O governo norte-americano esperava que o Palácio do Planalto se posicionasse oficialmente sobre as declarações de Lavrov, de que Brasil e Rússia têm posição única sobre a guerra na Ucrânia
Funcionários dos EUA avaliam que não foi suficiente dizer que houve um problema de tradução, que o correto seria dizer que os dois países têm posições similares e não única.
Os Estados Unidos avaliam que o melhor caminho seria o Itamaraty dizer que Brasil condena a invasão russa na Ucrânia. Como isso não foi feito, a interpretação é que o Brasil está mais alinhado à Rússia neste momento.

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