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Primeiro time de Daniel Alves, Esporte Club Bahia lança ações de combate à cultura do estupro


Profissão Repórter visitou o centro de treinamento do clube, em Salvador. Reportagem desta terça fala sobre os limites entre o sexo consensual e o estupro. Primeiro time de Daniel Alves, Esporte Club Bahia cria projeto de combate ao estupro
Primeiro time de Daniel Alves, jogador brasileiro condenado por estupro na Europa, o Esporte Clube Bahia lançou uma campanha de combate à cultura do estupro que fez sucesso nas redes sociais.
O Profissão Repórter visitou o centro de treinamento do clube, em Salvador. Veja no vídeo acima.
“Quando acontece na sociedade, a gente tem que trazer para dentro do clube e quando acontece dentro do clube, a gente tem que enxergar e mostrar também para a sociedade as situações, como acontecem”, afirmou a coordenadora da área de psicologia do time, Marisa Santiago.
“A gente precisa educar nossas crianças, educar os nossos jovens, para que eles tenham comportamentos adequados perante o outro”.
Primeiro time de Daniel Alves, Esporte Club Bahia tem projeto de combate à cultura do estupro
Reprodução/TV Globo
O Bahia também faz um trabalho interno de formação dos garotos da base sobre o assunto. Caco Barcellos acompanhou uma das palestras, que discutiu violência de gênero e esporte.
Para começar o encontro, foi exibido um vídeo da campanha do clube, que já foi assistida por 12 milhões de pessoas e traz em destaque a frase: “Se você pensa e tem atitudes machistas, você alimenta uma cultura, a cultura do estupro”.
Primeiro time de Daniel Alves, Esporte Club Bahia cria projeto de combate ao estupro
Reprodução/TV Globo
Adnaildes Rosa, assistente social do Bahia e facilitadora do encontro, explicou aos garotos que a maioria dos abusos acontecem, estatisticamente, dentro dos lares, e que o crime do estupro é tipificado por lei, com penas previstas. Em outro momento, pergunta se algum deles sabe explicar o que é “estupro de vulnerável”.
“Igual aconteceu no caso do Robinho [jogador], que foram cinco homens contra uma mulher em uma boate. Abusando de uma mulher que não podia se defender”, disse Yves Tourinho, jogador do sub 14.
Robinho cumpre pena de 9 anos por um estupro coletivo que aconteceu na Itália em 2013. Ele foi condenado em última instância em 2022, e a Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu pelo regime fechado no Brasil.
“Ela estava vulnerável pela condição dela, física e psicológica. Ela não tinha mais reflexo, ela não conseguia mais responder por si e ela não sabia mais o que estava acontecendo”, explica a assistente social Adnaildes Rosa na roda de conversa com integrantes do Esporte Clube Bahia.
“Quando a gente crescer, nós não vamos ter essa dificuldade de entender que o consentimento é ter respeito com a pessoa, porque a pessoa diz que não é para fazer, então você tem que respeitar a opinião dela e respeitar o que ela não quer”, disse Yves Tourinho, jogador do sub 14.
Primeiro time de Daniel Alves, Esporte Club Bahia cria projeto de combate ao estupro
Reprodução/TV Globo
No carro, no ônibus, em casa: Profissão Repórter mostra casos de estupro e subnotificação no Brasil
O que dizem os torcedores
Torcedores do Esporte Clube Bahia opinam sobre campanha do time de combate ao estupro
Caco Barcellos acompanhou uma partida do Bahia contra o Vitória para entender o que os torcedores acham do projeto.
“É uma campanha que deve ser cada vez mais fomentada porque não se admite mais violência contra a mulher”, afirmou o empresário Luís Carlos Martins. A líder de torcida Gisele Cidade também apoia a iniciativa: “É muito bom pra mim como mulher, torcedora do Bahia, sócia esquadrão e tricolíder se sentir representada pela campanha que o Bahia faz em apoio às mulheres”.
Além disso, a reportagem conversou com Taíse Galvão, Dirigente da Federação Baiana de Futebol, a respeito das recentes condenações de ídolos de futebol em casos de estupro: “O cenário realmente é o correto porque toda e qualquer violência contra a mulher, seja verbal ou física, eu acho que é inadmissível. As mulheres precisam entender que há espaço para elas em qualquer ambiente e que o respeito tem que imperar”.
Veja a íntegra do programa abaixo:
Edição de 23/04/2024
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