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Laudo aponta que jovem de 18 anos foi agredida e asfixiada antes de ser enterrada no ES


Um segundo suspeito de envolvimento na morte de Thamyris Alexandra Virgulino Pascoal também foi preso. Polícia acredita que jovem não aceitou fazer sexo e por isso foi morta. Polícia acredita que Thamyris de 18 anos morreu por asfixia mecânica em Marilândia, Espírito Santo
Reprodução/Redes sociais
A polícia acredita que a jovem Thamirys Alexandra Virgulino Pascoal de 18 anos morreu por asfixia mecânica, segundo o exame cadavérico liberado nesta segunda-feira (15) pela Polícia Civil. A jovem estava desaparecida e foi encontrada morta e enterrada em um local de difícil acesso em Marilândia, Noroeste do Espírito Santo. Além disso, mais um suspeito foi preso envolvido no crime.
A hipótese que a polícia trabalha é que Ivanildo da Silva, de 35, que está preso desde sexta-feira (12), teria oferecido drogas em troca de sexo para a jovem. Ela não teria aceitado e teria sofrido uma pancada na cabeça e um golpe que causou a asfixia.
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A polícia informou que prendeu na tarde desta segunda-feira (15) mais um suspeito de ter participado na morte da jovem. Bruno da Conceição, de 27 anos confessou que ajudou Ivanildo a esconder o corpo de Thamyris, mas disse que não ajudou a matá-la. Uma moto também foi apreendida com o suspeito.
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De acordo com a Polícia Civil, Ivanildo da Silva, de 35 anos, que está preso após confessar que enterrou a jovem, teria dado a moto para o suspeito como forma de pagamento na ajuda.
Thamyris Alexandra Virgulino Pascoal, de 18 anos, estava desaparecida e foi encontrada morta em Marilândia, Espírito Santo
Reprodução/Redes sociais
Segundo o delegado titular da Delegacia de Polícia (DP) de Marilândia Leonardo Avila, Ivanildo disse, em depoimento, que ele e Thamyris saíram para um passeio e que a jovem usou drogas em excesso e ao chegar na casa dele teria tido uma overdose, passado mal e teria tido uma morte súbita.
“Ele relata que teria tentado reanimar essa moça, mas não foi possível, então ele tomou a decisão de se livrar do cadáver. Essa versão é uma versão que não se coaduna com os demais elementos que a gente tem. Nós temos uma imagem da moça momentos antes, andando, sem atitude de quem teria uma overdose logo em seguida. Essa versão não está descartada mas precisa ser confortada com as demais provas, principalmente com os exames toxicológicos que vão ser realizados no cadáver dessa moça”, explicou o delegado titular da Delegacia de Polícia (DP) de Marilândia, Leonardo Avila.
Uma câmera de videomonitoramento de uma rua mostra o último registro de Thamyris com vida. As imagens mostram o momento em que a jovem e o suspeito chegam em um carro branco à casa dele, no bairro São Pedro, em Marilândia.
Exame cadavérico não foi conclusivo
O delegado informou que o resultado final do exame cadavérico não foi conclusivo devido ao adiantado estado de decomposição do corpo. Mas o cadáver apresentava uma lesão na parte frontal da face do lado direito, o que pode ter sido causado por uma pancada.
Polícia prende mais um suspeito de participar na ocultação do corpo de jovem
“O Ivanildo pode ter agredido a moça, ela pode ter desmaiado e a hipótese que a gente imagina é que ele pode ter levado ela ainda viva para dentro do carro e a morte ter ocorrido depois. Uma causa da morte que seria plausível é a asfixia mecânica que pode ter sido produzida por um golpe mata-leão, ou um estrangulamento que não tenha deixado marca no pescoço”, pontuou o delegado.
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O exame toxicológico ainda será realizado e a partir dele a polícia pretende descartar a versão de Ivanildo de que Thamyris tenha morrido de overdose.
“Acreditamos que ele tenha fornecido droga em troca de sexo. Ela negou e ele pode ter ficado com raiva, nervoso e agredido essa moça e a matou por causa disso. Ivanildo já era investigado por tráfico de drogas e comércio de veículos roubados”, disse Leonardo Ávila.
A Polícia Civil vai continuar com as investigações, realizar o exame toxicológico e juntar os laudos periciais.
A amiga de Thamyris já foi ouvida e outras testemunhas também vão prestar depoimento. A expectativa é finalizar a investigação em 30 dias.
Participação no crime
Bruno na Conceição, de 27 anos, foi preso por ajudar a enterrar a jovem de 18 anos em Marilândia, Espírito Santo
Divulgação/Polícia Civil do Espírito Santo
As investigações da Polícia Civil apontaram que Ivanildo não agiu sozinho. Leonardo Ávila disse que Bruno não só ajudou a enterrar Thamyris, mas também deu a casa dele para Ivanildo se esconder.
“Vários elementos como a profundidade da cova, o local como a cova estava, como ela foi cavada e até a circunstância do Ivanildo estar com a clavícula quebrada. Todos esses elementos nos deram certeza de que ele não tinha agido sozinho. E ainda, conseguimos a informação de que Bruno mora há 500 metros do local onde encontramos o corpo”, apontou o delegado.
Bruno negou que tem participação na morte de Thamyris, mas a polícia não descarta a possibilidade dele ter ajudado até mesmo no homicídio da vítima.
“Ele só alega que Ivanildo pediu ajuda a ele na terça à noite. Ele foi então até o Centro de Marilândia com o carro dele e as ferramentas utilizadas para enterrar Thamyris: uma enxada e um pedaço de foice que foi utilizado como cavadeira. Depois, Ivanildo teria mostrado onde o corpo estava, às margens da BR-356, próximo a uma casa abandonada. Os dois pegaram o cadáver, colocaram no porta-malas, levaram até o local da cova, cavaram, enterraram e camuflaram”, explicou o delegado.
Homem foi preso por matar jovem de 18 anos em Marilândia, no Noroeste do Espírito Santo
Reprodução/TV Gazeta
O delegado Leonardo Ávila informou que Ivanildo será ouvido novamente nos próximos dias e será confrontado com a versão dada por Bruno.
Desaparecimento
Thamyris morava no bairro Santa Cecília, em Marilândia, e estava desaparecida desde a terça-feira (9).
A jovem tinha contado para a família que ia dormir na casa de uma amiga e, desde então, não foi mais vista. A mãe disse à reportagem que depois de ir para a casa de uma amiga, ela foi encontrar com Ivanildo, que não seria namorado de Thamyris.
Câmera registra última imagem de jovem de 18 anos viva
A jovem e a amiga ficaram conversando pelo celular até 3h e a amiga chegou a perguntar se Thamyris iria dormir na casa de Ivanildo. Ela apenas disse que não sabia e parou de responder.
Ainda de acordo com a mãe, no dia seguinte, na quarta-feira (10), a amiga explicou para a família o que tinha acontecido.
A mãe de Thamyris, Josiane Maria Virgulino, disse que a filha não era acostumada a ficar sem se comunicar e por isso logo acionou a polícia para tentar localizar a filha.
“A minha filha não merecia isso, não merecia morrer desse jeito. Uma mãe nunca cria um filho para passar por isso depois. A gente só quer que os culpados paguem pelo o quê foi feito com ela”, desabafou Josiane.
A família divulgou nas redes sociais e comunicou à polícia o desaparecimento da jovem. Policiais militares fizeram cercos táticos na cidades e municípios vizinhos.
Corpo da jovem de 18 anos foi deixado em zona rural de difícil acesso em Marilândia, Noroeste do Espírito Santo
Reprodução
A Polícia Militar informou que Ivanildo estava em fuga em um veículo de cor branca e que o carro havia passado pelo cerco inteligente no distrito de Joassuba, podendo estar seguindo em direção à Ecoporanga.
As equipes de serviço se mobilizaram e iniciaram diligências pelos restaurantes e hotéis da cidade, localizando o citado automóvel estacionado em frente a um hotel no Centro de Ecoporanga.
Os policiais então conseguiram a confirmação de que o Ivanildo tinha feito check-in no hotel minutos antes da chegada dos militares, que ele estava acompanhado de uma mulher, que pagaram a diária no valor de R$ 200 no pix, utilizando uma conta bancária em nome de uma suspeita de 31 anos, pois sairiam às 4h, desta sexta-feira (12).
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