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Estudo vai usar sensores para detectar mudanças cognitivas em motoristas mais velhos


Projeto de universidade da Flórida usa câmera que avalia o comportamento e as expressões faciais de quem dirige Nos Estados Unidos, calcula-se que entre quatro milhões e oito milhões de pessoas com algum tipo de problema cognitivo moderado estão atrás de um volante, sendo que um terço delas vai desenvolver demência num prazo de cinco anos. A progressão da doença impedirá que continuem dirigindo, mas a maioria desconhece sua condição. Esse foi o ponto de partida para pesquisadores de diferentes áreas da Florida Atlantic University – enfermagem, engenharia e neuropsicologia – criarem um sistema de sensores capaz de detectar comportamentos de direção anômalos que possam estar relacionados a um quadro de declínio cognitivo.
Câmera instalada no para-brisa é direcionada para o rosto do motorista e analisa seu comportamento e expressões faciais
Jinwoo Jang, Ph.D., FAU College of Engineering and Computer Science
O sistema inclui diversos dispositivos. Uma câmera, instalada no para-brisa, fica virada para o motorista e checa seu comportamento e expressões faciais. Ela também acompanha o movimento dos olhos e sinais de sonolência e distração. Há índices para avaliar a atenção a placas e sinais de trânsito, pedestres, ciclistas e veículos próximos, assim como o momento de freadas e quase colisões. Uma outra, embaixo do espelho retrovisor, está voltada para a frente e grava os eventos externos. Os vídeos são analisados em tempo real, graças à inteligência artificial, e uma unidade telemática é responsável por coletar os dados e fazer o download de três em três meses.
O objetivo é recrutar 460 participantes e formar três grupos: um com pessoas que apresentem um leve declínio cognitivo; outro com indivíduos com demência em seus estágios iniciais; e o terceiro sem qualquer tipo de transtorno. Todos se submeterão a testes e serão monitorados. “Já identificamos a Doença de Alzheimer no cérebro de idosos mortos em acidentes de carro que não sabiam que tinham a enfermidade. O estudo pretende detectar disfunções o mais cedo possível”, explicou Ruth Tappen, autora sênior do trabalho, publicado na revista científica “BMC Geriatrics”.
Mas ninguém deve achar que um estudo como esse vai abreviar os anos de direção dos idosos. Na verdade, de acordo com o National Institutes of Health, a agência norte-americana de pesquisas biomédicas, motoristas mais velhos, que enfrentam limitações físicas como problemas de visão e de audição, compensam as dificuldades com a experiência e respeito às leis de trânsito. Os dados disponíveis comprovam: os na faixa entre 65 e 74 anos integram o grupo que menos se envolve em acidentes.

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