• New Page 1

    RSSFacebookYouTubeInstagramTwitterYouTubeYouTubeYouTubeYouTubeYouTubeYouTubeYouTube  

Agente de saúde diz que paciente foi racista ao chamar mulher de ‘escurinha’ no Rio: ‘Disse que não estava chamando de macaca’


Mulher afirma que está muito abalada com a situação, sem saber digerir, e que após as ofensas o homem voltou a chamá-la de ‘macaca’. Caso foi registrado como injúria, e delegacia afirma que não encontrou conotação racial. Clínica da Família Maria Cristina Roma Paugarten
Reprodução
Uma agente de saúde denunciou um paciente depois que ele chamou uma funcionária de uma Clínica da Família de “escurinha”, nesta quinta-feira (29), na Zona Norte do Rio.
Simone Dias contou que o homem, que era idoso, apontou para uma atendente dizendo que ela era “escurinha”, e depois que a mulher explicou que o termo correto era “negra” o paciente se exaltou.
“Foi um papo longo, eu expliquei ela era negra. Ele disse assim: ‘Eé, mas eu não tô nem chamando ela de macaca, sua babaca’. Foi aí que eu disse que não atenderia ele mais. Ele alterou o tom de voz e repetiu inúmeras vezes que ela era escurinha. Até que em um determinado momento ele começou a me chamar de macaca”, relembra ela.
O caso foi no interior da Clínica da Família Maria Cristina Roma Paugarten, que fica na rua Joaquim Gomes, em Ramos.
A agente de saúde afirma que está muito abalada com a situação, e que não conseguiu trabalhar direito nesta sexta (1º).
“A população que estava lá ainda me defendeu, disse que ele estava errado. Liguei 190 e ele debochou, me chamou de louca, disse que não era racista. Ele ainda repetiu isso para o policial que atendeu”, relata Simone.
“Fui vítima de racismo sim. É necessário ressaltar que vocês escravizaram meus ancestrais, mas eu sou liberta. Respeitem para serem respeitados, é fundamental. Os colonizadores acostumaram a dizer que somos loucos, mas não vou normalizar”, completa.
No entanto, na delegacia, o caso foi registrado apenas como injúria. Questionada, a Polícia Civil disse que: “os envolvidos prestaram depoimento e não foi constatada injúria qualificada, de conotação racial”.
E que “o autor foi autuado por injúria e o caso foi encaminhado ao Juizado Especial Criminal (Jecrim)”.
Já a agente de saúde diz que o homem repetiu diversas vezes as ofensas, inclusive, na frente de um policial militar.
Questionada, a Secretaria Municipal de Saúde disse que “repudia veementemente atos racistas, e trabalha diariamente pela adoção de práticas antirracistas em todas as unidades de Saúde”.
A pasta afirma ainda que deu o apoio necessário para que as medidas legais e cabíveis fossem adotadas.

Adicionar aos favoritos o Link permanente.