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Mortes de palestinos enquanto tentavam receber ajuda aumentam a pressão internacional por cessar-fogo em Gaza


A ONU também pediu uma investigação independente e rigorosa. O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, condenou a morte dos palestinos em Gaza e disse que ‘civis desesperados’ precisam de ajuda urgente. Mortes de palestinos enquanto tentavam receber ajuda aumentam a pressão internacional por cessar-fogo em Gaza
Jornal Nacional/ Reprodução
As mortes de civis em um tumulto durante uma entrega de ajuda humanitária na quinta-feira (29), na Faixa de Gaza, fizeram chefes de Estado e de governo cobrarem explicações do governo israelense.
A Alemanha disse que o Exército de Israel precisa explicar direito o que aconteceu. A morte de dezenas de palestinos na Faixa de Gaza, enquanto uma multidão desesperada cercava caminhões com ajuda humanitária, gerou uma reação forte da ministra alemã para assuntos internacionais. Em uma rede social, Annalena Baerbock escreveu: “As pessoas queriam ajuda humanitária para elas e paras suas famílias e acabaram mortas. Os relatórios que chegam de Gaza me deixam em choque”.
Também em uma rede social, o presidente francês, Emmanuel Macron, disse: “Profunda indignação com as imagens vindas de Gaza, onde civis foram alvo de soldados israelenses. Expresso a minha mais veemente condenação e apelo à verdade, à justiça e ao respeito pelo direito internacional. Um cessar-fogo deve ser implementado imediatamente para permitir a distribuição da ajuda humanitária”.
A ONU também pediu uma investigação independente e rigorosa. O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, condenou a morte dos palestinos em Gaza e disse que “civis desesperados” precisam de ajuda urgente.
O chefe da política externa da União Europeia, Josep Borrell, disse que privar as pessoas de receber ajuda alimentar é uma grave violação do direito internacional humanitário.
O porta-voz do Departamento de Estado americano disse que os Estados Unidos estavam “buscando urgentemente informações adicionais sobre o que aconteceu exatamente” e que nem todos os fatos eram conhecidos. Washington estaria “pressionando por respostas”, segundo ele.
O governo de Israel e os terroristas do Hamas têm versões diferentes sobre o que aconteceu na quinta-feira (29) em Gaza. O Hamas acusa Israel de ter disparado contra civis de forma indiscriminada na quinta-feira (29). O porta-voz do hospital controlado pelo grupo, que atendeu as vítimas, disse nesta sexta-feira (1º) que 80% dos pacientes tinham ferimentos de bala.
Um porta-voz militar israelense afirmou, em um primeiro momento, que dezenas de pessoas foram mortas em um esmagamento ou atropeladas por caminhões enquanto tentavam escapar e também disse que os soldados de defesa “abriram fogo” depois que se sentiram ameaçados.
Horas depois, o principal porta-voz do Exército divulgou um vídeo negando que as forças de Israel tivessem atirado contra o comboio de ajuda humanitária.
A Comissão Europeia anunciou que vai retomar as contribuições para a agência da ONU de apoio aos refugiados palestinos. Mas condicionou a liberação de parte do dinheiro a uma investigação sobre o envolvimento de funcionários das Nações Unidas com o Hamas. Outros países buscam alternativas para fazer chegar aos palestinos ajuda humanitária. Os Estados Unidos anunciaram o envio de comida e outros suprimentos pelo ar.
“A ajuda que chega a Gaza não está nem perto de ser o suficiente. Vidas inocentes estão em risco, vidas de crianças estão em risco”, disse o presidente Joe Biden.
Tumulto durante distribuição de ajuda humanitária em Gaza termina com civis mortos e feridos
O Ministério brasileiro das Relações Exteriores declarou, em nota, que as aglomerações em torno dos caminhões demostram uma situação intolerável e desesperadora da população civil em Gaza e as dificuldades para obter alimentos.
O Itamaraty defendeu a apuração de responsabilidades pelas mortes de quinta-feira (29). Afirmou que a ONU e especialistas têm denunciado a retenção de caminhões na fronteira com Gaza e que isso aumentou a fome, a sede e o desespero dos civis. Ainda de acordo com o Itamaraty, o governo de Benjamin Netanyahu voltou a mostrar, por ações e declarações, que a ação militar em Gaza não tem limite ético ou legal.
O governo brasileiro reiterou a absoluta urgência de um cessar-fogo e do ingresso de ajuda humanitária no território palestino em quantidades adequadas, assim como a libertação de todos os reféns em poder do grupo terrorista Hamas.
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