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EUA votam contra declaração do Conselho de Segurança da ONU para culpar Israel por mortes em Gaza


Reunião foi feita após mais de 100 pessoas morrerem durante distribuição de comida e ajuda humanitária. Embaixador palestino afirmou que 14 dos 15 membros do conselho apoiaram a declaração. Foto de arquivo mostra membros do Conselho de Segurança da ONU durante votação em 10 de novembro de 2023
David ‘Dee’ Delgado/REUTERS
Os Estados Unidos votaram contra uma declaração do Conselho de Segurança da ONU que culparia Israel pelas mortes de palestinos durante a distribuição de comida e de ajuda humanitária, na Faixa de Gaza.
O caso aconteceu na quinta-feira (28). Segundo o Ministério da Saúde de Gaza, controlado pelo Hamas, mais de 100 pessoas foram mortas enquanto aguardavam por ajuda.
O grupo ainda acusou Israel de abrir fogo contra palestinos que estavam no local. Por outro lado, as Forças Armadas israelenses disseram apenas que houve “empurrões e correria”, com mortos e feridos.
O Conselho de Segurança da ONU convocou uma reunião de emergência para tratar do assunto. O encontro aconteceu com portas fechadas. De acordo com a Associated Press, países árabes tentaram obter apoio por uma declaração para culpar as forças israelenses pelas mortes.
Após o fim da reunião, o embaixador palestino na ONU, Riyad Mansour, afirmou que 14 dos 15 membros do conselho apoiaram a declaração, que foi apresentada pela Argélia. O único país que não concordou foram os Estados Unidos.
Por ser membro permanente do conselho, o voto contrário dos Estados Unidos representa um veto à declaração, mesmo com todos os outros países concordarem com o assunto debatido.
O vice-embaixador dos EUA, Robert Wood, justificou a negativa norte-americana por não se ter “todos os fatos” sobre o caso. Ele disse ainda que existem relatos contraditórios em relação ao ocorrido, inclusive sobre as “circunstâncias em torno de como as pessoas morreram”.
Ainda segundo Wood, os diplomatas estão trabalhando para encontrar uma linguagem a qual “todos possam concordar”.
Guterres quer investigação independente
O secretário-geral das Nações Unidas, Antonio Guterres, afirmou nesta quinta-feira que as mortes durante a distribuição de ajuda humanitária na Faixa de Gaza exigem uma investigação independente e eficaz.
Guterres disse estar chocado com o caso e afirmou que o agravamento das divisões geopolíticas “transformou o poder de veto num instrumento eficaz de paralisia da ação do Conselho de Segurança”.
“Estou totalmente convencido de que precisamos de um cessar-fogo humanitário e da libertação incondicional e imediata dos reféns e que deveríamos ter um Conselho de Segurança capaz de alcançar estes objetivos”, disse

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