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Potência mundial nas Paralimpíadas, Brasil espera alcançar mais um bom resultado em Paris

Faltam seis meses para o Brasil defender o status de potência paralímpica na França. Brasil se consolida como potência nas Paralimpíadas e espera resultados ainda melhores em Paris
O desempenho dos atletas nas últimas edições das Paralimpíadas fez do Brasil uma potência dessa competição mundial. E isso ajuda a explicar as expectativas positivas do Comitê Paralímpico Brasileiro para os Jogos de Paris, que começam daqui a exatamente seis meses.
Petrúcio Ferreira já perdeu as contas de quantas vezes ouviu a mesma pergunta.
“Muitas pessoas perguntam: ‘Mas você só falta uma mão, tem as duas pernas boas, então consegue correr normal’. Eu só olho para a pessoa e respondo assim: ‘Então, tenta amarrar uma mão e correr em linha reta, aí você vai ver a dificuldade que o Petrúcio enfrenta’”, conta.
Sem a mão e parte do braço esquerdo, o equilíbrio corporal fica comprometido. Algo contornado com muito treino. Ele usa a força do abdômen e das costas para não perder o rumo na corrida. E virou, assim, um atleta dominante.
Duas Paralimpíadas, dois ouros olímpicos nos 100 m na categoria T-47, para atletas com deficiência nos membros superiores. Na carreira, até aqui, foram 12 recordes mundiais em provas de velocidade. Não por acaso, ele é recebido por onde passa como estrela internacional.
“É muito legal o reconhecimento, principalmente quando a gente chega em grandes competições, muitos outros atletas do mundo inteiro me reconhecendo, tentando trocar uma ideia, perguntando, às vezes, como é minha forma de treino, como é o trabalho feito para obter esses meus resultados”, conta Petrúcio Ferreira.
Por conta de atletas como Petrúcio, o Brasil trilhou uma caminhada de resultados consistentes nas Paralimpíadas. Nas últimas quatro edições, o país terminou entre os dez melhores no quadro de medalhas, e o cenário para Paris é bastante promissor.
O Comitê Paralímpico Brasileiro já revelou que a meta para este ano é conquistar de 70 a 90 medalhas e ficar entre as oito melhores delegações.
Uma pessoa que enxerga bem tem uma visão na hora de cair na água. Agora, imagina nadar sem noções exatas de espaço, das raias ou dos limites da piscina. A Carol Santiago consegue, e muito bem. Com uma técnica apurada por anos de treinamento, ela não perde a direção e é capaz de nadar várias provas em alta velocidade.
Pesquisa mostra como o cérebro de atletas paralímpicos se reorganiza para compensar a deficiência
No Mundial de Natação de 2023, Carol pendurou oito medalhas no peito, sendo cinco de ouro na categoria S-12, para atletas com deficiência visual. Aos 39 anos, cuida bem da cabeça para o corpo conseguir render.
“Quando eu estou preparada psicologicamente, eu chegou com um a mais lá e eu consigo colocar tudo o que treinei em prática. Se a gente fizer tudo certo, no caminho que a gente já aprendeu, a gente tem tudo para dar os melhores resultados em Paris”, afirma.
Faltam seis meses para o Brasil defender o status de potência paralímpica na França. E a construção disso vem no dia a dia. Por trás de tantas medalhas, tem trabalho — e tem gente.
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