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Delegado que investigou morte de MC Daleste foi ‘omisso’ e ‘negligente’, diz irmã de funkeiro assassinado no palco em SP


Em entrevista ao Encontro, da TV Globo, Carol Pellegrini criticou a investigação do delegado Rui Pegolo. Cantor foi morto em 2013 em Campinas, interior de SP. Polícia Civil da cidade nunca encontrou assassino. Documentário sobre o artista estreia nesta sexta (23) no Globoplay. Carol, irmã de MC Daleste
Reprodução/TV Globo
Carol Pellegrini, irmã de MC Daleste, disse que o delegado Rui Pegolo, que investigou o assassinato do seu irmão em 2013, no interior de São Paulo, foi “omisso” e “negligente” no caso do funkeiro.
A declaração foi dada nesta sexta-feira (23) durante o Programa Encontro, com Patrícia Poeta. O delegado Rui não foi encontrado para comentar o assunto. Procurada pela reportagem, a Secretaria da Segurança Pública (SSP) não se pronunciou sobre as declarações da irmã do cantor até a publicação desta reportagem.
Também participaram da entrevista no Programa Encontro Guilherme Belarmino e Eliane Scardovelli, diretores do documentário “MC Daleste – Mataram o Pobre Loco”, que estreia nesta sexta no Globoplay.
MC Daleste: documentário do Globoplay revela novas testemunhas que podem esclarecer morte de funkeiro
Na segunda (26), a TV Globo exibirá o primeiro dos quatro episódios da série documental. Ela apresenta novas testemunhas que podem ajudar a esclarecer o crime. Elas nunca foram ouvidas antes pela investigação.
“Não existe crime perfeito, existe crime mal investigado. Doutor Rui Pegolo foi extremamente omisso”, disse Carol a respeito do delegado da Polícia Civil de Campinas que esteve à frente das investigações para tentar esclarecer quem matou MC Daleste e saber o motivo do crime. “Ele [Daleste] merecia e merece, como qualquer cidadão, uma investigação decente.”
Daniel Pellegrini, o MC Daleste, tinha 20 anos quando foi baleado no dia 6 de julho de 2013 enquanto cantava no palco improvisado sobre uma carreta, para 5 mil pessoas, em uma comunidade em Campinas.
“Foi um tiro certeiro, foi um tiro que foi direto para o meu irmão. Foi um crime premeditado”, lembrou Carol.
Mas desde então o caso nunca foi solucionado pela polícia. Nenhum suspeito pelo homicídio foi preso ou responsabilizado pelo crime. Carol espera que o documentário possa fazer as autoridades reabrirem o caso do seu irmão para saber quem matou Daleste e o motivo.
“Isso mostra o quanto ineficiente a polícia foi, o quanto… descaso do doutor Rui Pegolo, de Campinas, delegacia de Campinas. O quanto ele foi negligente nesse caso, o quanto o preconceito falou alto por [Daleste] ser um menino da periferia, por ser um cantor de funk”, falou Carol.
Vídeos gravados por fãs mostram o momento em que ele é atingido por dois tiros (veja abaixo). Socorrido pelo irmão e por amigos, ele é levado num carro particular até um hospital de Paulínia, uma cidade vizinha, onde morreu.
“Isso só me mostra o quanto a polícia… o descaso foi enorme”, disse a irmã de Daleste. “Qual o calibre da arma que matou o meu irmão? Doutor Pegolo foi assim… extremamente grosseiro, tanto que eu falei assim pra ele: ‘eu não sou a família do criminoso, eu sou a família da vítima'”.
MC Daleste canta em Campinas, interior de São Paulo, antes de ser baleado e morto em 2013
Reprodução
A Polícia Civil investigou pessoas suspeitas pelo assassinato, mas como nunca descobriu quem matou Daleste e o motivo do homicídio, nenhuma delas foi responsabilizada ou presa. Entre as hipóteses investigadas, foram apuradas a possibilidade de crime passional, vingança e até inveja. Mas nenhuma foi confirmada.
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O processo do caso foi arquivado por duas vezes pela Justiça, em 2016 e 2019, sem apontar um culpado.
A série documental sobre um dos principais nomes do “funk ostentação” mostra ainda como Daleste se tornou autor de sucessos como “Mina de Vermelho”, que depois apareceu no refrão da cantora Gloria Groove. O funkeiro também compôs e deu voz a “Mais Amor, Menos Recalque”.
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O funkeiro teve uma infância pobre, carreira meteórica, com fama e dinheiro, e fim trágico, que são contados de maneira intensa no documentário. Dividido em quatro partes, ele percorre a trajetória do artista e se aprofunda na investigação policial.
Eliane Scardovelli e Guilherme Belarmino entrevistam MC Pet, irmão de MC Daleste
Divulgação/Globoplay
Explorando o Cangaíba, a série traz depoimentos dos irmãos, amigos e antigos parceiros. Refaz os últimos momentos de vida do funkeiro, e entrevista ainda o delegado e promotor do caso para entender o motivo de ninguém ter sido preso pelo crime.
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Artistas como Gloria Groove, MC Livinho, MC Hariel, entre fãs falam do legado deixado por MC Daleste para o funk dos dias atuais.
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Divulgação/Globoplay
Glória Groove durante gravação de depoimento para a série Original Globoplay ‘MC Daleste – Mataram o Pobre Loco’
Divulgação/Globoplay
MC Hariel é entrevistado para a série Original Globoplay ‘MC Daleste – Mataram o Pobre Loco
Divulgação/Globoplay

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