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Sarcoma: entenda o tipo de câncer raro descoberto por empresária que confundiu nódulo com espinha no nariz


Empresária Juliana Lima Vilela descobriu um sarcoma, tipo de câncer, após confundir o diagnóstico com ‘espinha interna’. Ao g1, oncologista explica que devido a raridade da doença, não existem muitos meios que ajudem a detectar de forma rápida. Ao lado esquerdo, é o resultado do primeiro procedimento. Ao lado direito, é o resultado do procedimento realizado em dezembro de 2023, o qual foi utilizado parte da pele da testa para enxertar a região do nariz
Arquivo Pessoal/Montagem g1
O caso da empresária Juliana Lima Vilela, de 30 anos, em São Luís, que possui um tipo de câncer raro no nariz, conhecido como sarcoma, chamou a atenção pela forma como foi detectado e pela região onde está localizado. O que parecia ser uma ‘espinha interna’, na verdade, era um nódulo cancerígeno.
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O sarcoma é um tipo tumor raro. Dentro dessa classificação, existem os tumores que são considerados raríssimos e atingem partes ósseas do corpo e os mais raros, conhecidos como sarcomas de ‘partes moles’, como é o caso de Juliana. Estes, atingem tecidos ‘moles’ como músculos, gordura, tendões, ligamentos, vasos sanguíneos e nervos periféricos.
Ao g1, o médico oncologista Antônio Alencar explica que por ser um tipo raro de câncer, não existem muitos meios que ajudem a detectar de forma rápida o sarcoma, quando este é comparado com outros tipos da doença, como o câncer de mama (mamografia) e o de próstata (PSA e a ressonância magnética).
“Nenhum dos sarcomas que existem tem um tipo de exame, que chamamos de detecção precoce, como é o caso dos cânceres de mama, que tem mamografia e o de próstata, que tem o PSA e a ressonância. Infelizmente, para sarcomas, não existe um exame que consegue prevenir ou detectar precocemente, por isso que são tumores. Existem sarcomas que são raríssimos e outros que são mais comuns, porque tem vários tipos”, explica o médico.
Incidência pode ser maior em jovens
Até o momento, Juliana Vilela já passou por quatro cirurgias para reconstrução do nariz
Arquivo Pessoal/Montagem g1
Os sarcomas podem se manifestar em diferentes partes do corpo e de formas distintas. E, apesar da dificuldade inicial na detecção desse tipo de câncer, oncologista Antônio Alencar afirma que alguns sinais como aumento da musculatura, nódulos aparentes que crescem ou feridas não cicatrizadas, podem ser sintomas suspeitos e que devem ser investigados.
Ao g1, o médico diz ainda que, a maioria dos sarcomas, podem mais incidentes em pessoas mais jovens. Entre os fatores estão alterações genéticas entretanto, Antônio Alencar ressalta que, nem todos os tipos de tumores estão relacionados à essa condição. Dependendo do tamanho e da localização no corpo, os tumores podem causar dor e incômodos.
“Esses tumores podem se manifestar em partes diferentes do corpo e de maneiras diferentes (…) e, a maioria dos sarcomas, são mais incidentes em pessoas mais jovens. Alguns deles estão relacionados a algumas alterações genéticas, mas nem todos. Quando eles [tumor] são muito grandes, dependendo da localização, podem causar dor, por exemplo, sintomas esses que são muito variáveis já que dependem do tipo de tumor e de onde ele está crescendo”, diz Antônio Alencar ao g1.
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Sarcoma no nariz
Antes de receber o diagnóstico, a empresária Juliana Lima Vilela se submeteu a uma cauterização que se tornou motivo de preocupação quando a ferida começou a crescer e não cicatrizava. Após meses de investigação, a maranhense descobriu que se tratava de um sarcoma no nariz, um tipo raro de tumor.
O oncologista Antônio Alencar explica ao g1 que, apesar de não ser uma localização comum entre os pacientes com sarcoma, esse tipo de nódulo pode surgir no nariz. Para ele, o fato da empresária ter feito a cauterização ‘rotineira’ e a ferida não ter cicatrizado, levou a facilidade do diagnóstico.
Quais são os tratamentos?
Juliana Vilela, 30 anos, descobriu o câncer raro após uma ‘cauterização’ no nariz
Arquivo Pessoal/Montagem g1
De acordo com o oncologista, o tratamento desse tipo de tumores, geralmente, é cirúrgico – como foi o caso adotado pela empresária maranhense. De acordo com Antônio Alencar em alguns casos, dependendo do tipo ou da agressividade do tumor, além da cirurgia, é possível associar o tratamento com quimioterapia, radioterapia ou os dois tratamentos de forma combinada.
“O tratamento desses tumores, geralmente, é cirúrgico. A cirurgia, especialmente para tumores pequenos ou que estão em fase inicial, é curativa. Em alguns casos, dependendo do tipo de tumor ou agressividade dele, pode ser necessário quimioterapia, radioterapia, ou os dois tratamentos. Para esses sarcomas cutâneos, muito pequenos, geralmente a cirurgia é resolutiva”, pontuou o médico.
O médico explica que a cirurgia é feita para retirar o tumor e garantir que não fique nenhum resíduo. Por isso, em alguns casos, devido o tamanho do tumor pode ser necessário retirar partes grandes de pele que, posteriormente, dependendo do tratamento do paciente, podem necessitar de enxerto de pele.
“Quando maior o tumor, mesmo que ele esteja localizado e não tem metástase, maior será a cirurgia. A cirurgia tem tirar o tumor todo, com margens livres, ou seja, tem que ter um pouco de tecido ao redor para que o patologista na hora de olhar o material tenha certeza que não sobrou mais tecido ali no paciente”, disse.
No caso de Juliana, após a retirada do tumor, ela passou por uma cirurgia reconstrutiva do nariz que usou partes da testa dela. O oncologista Antônio Alencar diz que a decisão de retirar a pele de determinada parte do corpo do paciente é individual e depende de detalhes técnicos de cada caso.
“A decisão do cirurgião é muito individual, são muitos detalhes técnicos que ele precisa levar em consideração, como por exemplo, depende da região afetada pelo tumor e ele precisa avaliar de onde vai tirar essa pele porque em diferentes partes do corpo podem ser mais finas ou mais densas”, finalizou.

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