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Brasiléia registra pontos de alagação e água invade rodovia após 100 milímetros de chuva


Nível do Rio Acre está a menos de dois metros da cota de alerta no município, que é de 9,80 metros. Transbordamento de açudes e igarapés deixou comunidades isoladas após queda de ponte. Autoridades peruanas emitiram alerta. Acúmulo de 107 milímetros de chuva entre a terça-feira (20) e a quarta-feira (21), águas do Rio Acre tomaram trechos da BR-317, em Brasiléia
Reprodução
Após um alerta de inundação do Centro de Operações de Emergência da região de Madre de Diós no Peru para cidades na fronteira com o Acre, o município de Brasiléia, no interior do estado, registrou pontos de alagação na zona rural nessa quarta-feira (21). Apesar de o alerta mencionar as cidades de Iñapari e Assis Brasil, o comunicado também se estendia a regiões próximas, como é o caso de Brasiléia.
Foram pelo menos seis pontos de alagação registrados em ramais e em trechos da BR-317, segundo a prefeitura. Ainda há trechos invadidos pela água na manhã desta quinta-feira (22), e também foram registrados transbordamentos em alguns pontos da zona urbana.
Na manhã desta quinta, o Rio Acre marcou 8,42 metros, e está a 1,38 metro da cota de alerta no município, que é de 9,80m. De acordo com o coordenador da Defesa Civil municipal, capitão Emerson Sandro, o município acumulou 107 milímetros de chuva entre a terça-feira (20) e a quarta.
“Nós estamos, nesse momento, reunindo na Defesa Civil Municipal de Brasiléia, já com todo o staff da prefeitura, para nos colocarmos à disposição da população para a retirada dos pertences das residências, caso haja esses pedidos e essa necessidade. Vamos nos antecipar para evitar o pior, mantendo todos os cuidados. Já estamos em contato direto com a prefeitura de Assis Brasil, também já monitorando essas águas que estão por vir ainda. Começaram a chegar agora já pelo período da manhã, as águas que desceram em Assis Brasil. Foi muita água acumulada”, explica.
O capitão ressalta que a chuva acumulada até a quarta equivale ao esperado para entre 15 e 20 dias do mês. O grande volume de chuvas causou o desabamento de uma ponte no Ramal Porto Carlos, km 67 da rodovia.
“Nós tivemos muitos açudes e igarapés causando grande transtorno à população da zona rural. Nesse momento, tem algumas comunidades que estão isoladas por falta da ponte, e a prefeitura já se encontra no local para amenizar a situação, mas o estrago foi considerável”, acrescenta.
Após forte chuva, água de açudes e igarapés invade rodovia no AC
Alerta na fronteira
Há risco de inundação nas cidades de Iñapari e Assis Brasil, na fronteira Brasil – Peru
Kebin Perez da Silva/Arquivo Pessoal
O Centro de Operações de Emergência da região de Madre de Dios no Peru emitiu, nesta quarta-feira (21), um alerta de inundação para os moradores das cidades de Iñapari e Assis Brasil, na fronteira entre o Brasil e Peru.
VÍDEO: Igarapé transborda e água invade rodovia no interior do Acre
Nível do Rio Acre cresce em cidades do interior e diminui na capital nesta quarta-feira (21); veja medições
De acordo com o órgão, o nível do Rio Acre atingiu a faixa de 10 metros e há risco de transbordamento. A cota de transbordamento do manancial para Assis Brasil é de 12,50 metros.
“Informa-se que devido às chuvas torrenciais que ocorreram no topo da bacia hidrográfica do Acre, o nível do rio vai subir muito alto, chegando a transbordar nas próximas horas”, diz a nota.
Por causa do risco, o Coer passou a recomendar que a população que vive mais próxima do rio vá para abrigos com provisões de emergência, já pessoas que vivem em áreas mais isoladas devem ir para lugares mais altos esperar por resgate. Outra recomendação é evitar atravessar o rio e outras áreas alagadas, além de evitar contato com redes elétricas.
Procurado pelo g1, o coordenador da Defesa Civil do Acre, coronel Carlos Batista, disse que o órgão já está ciente da situação e monitora o lado brasileiro. Ele ressaltou ainda, que embora o nível do rio tenha subido pouco mais de cinco metros em 12 horas, passando de 5,58 metros às 6 h desta quarta para pouco mais de 10 metros às 18 h do mesmo dia, a velocidade de subida diminuiu.
“Temos um grupo de gestão de risco que envolve Peru e Bolívia, então a gente acompanha. Cada Defesa Civil tem sua estratégia operacional de acordo com o plano de contingência. Já tem relação de escolas, caso tenha necessidade de abrigar famílias, assim como também tem Brasiléia, Epitaciolândia e aqui em Rio Branco”, explica.
Batista diz ainda, que a água deve levar pouco mais de 60 horas para chegar até a capital acreana. “Essa onda vem descendo, claro se tiver mais chuvas na região dos afluentes, isso vai favorecer ainda mais uma subida aqui na capital”, finaliza.
Colaborou Dayane Leite, da Rede Amazônica Acre.
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