Em meio à cheia do Rio Acre, estado tem 29 casos confirmados de leptospirose em 2023


De 195 casos suspeitos, 32 foram notificados durante o período de alagação. Maioria das confirmações foi em Cruzeiro do Sul. Infectologista alerta para cautela para evitar contato com água contaminada de enchentes
Juan Diaz/Arquivo pessoal
O Acre tem 29 casos confirmados de leptospirose em 2023, com 195 notificações no total até o dia 10 de abril. A informação foi confirmada pelo secretário estadual de Saúde Pedro Pascoal, que também informou que 32 notificações foram registradas durante a enchente do Rio Acre, desde a última semana de março. De acordo com o secretário, ainda há casos em análise, pois o resultado dos exames pode demorar a chegar.
“Até o dia 10, nós já tínhamos 32 casos notificados, alguns em investigação, outros que iniciaram tratamento mas ainda aguardam sorologia. Isso no período da alagação”, disse o secretário em entrevista à Rede Amazônica Acre.
Entre os 22 municípios que tiveram casos confirmados da doença, estão:
Cruzeiro do Sul – 20 casos
Rio Branco – 5 casos
Feijó – 2 casos
Rodrigues Alves – 1 caso
Xapuri – 1 caso
Infecção e sintomas
O infectologista Eduardo Farias alerta que durante esse período de cheia é necessário cautela aos moradores de regiões atingidas pelas águas. E em caso de contato direto com locais contaminados e surgimento de sintomas, a orientação é procurar as unidades de saúde.
“A gente orienta nesse período que busquem as unidades de saúde, informe ao médico que teve contato com as águas da enchente. A gente pede que tenham muito cuidado com o contato, principalmente nos pés”, alerta.
Como se pega a leptospirose?
Em situações de enchentes e inundações, a urina dos ratos, presente em esgotos e bueiros, mistura-se à enxurrada e à lama das enchentes. Qualquer pessoa que tiver contato com a água ou lama contaminadas poderá se infectar. A Leptospira penetra no corpo pela pele, principalmente se houver algum ferimento ou arranhão.
Quais os sintomas?
Os sintomas mais frequentes são parecidos com os de outras doenças, como a gripe. Os principais são: febre, dor de cabeça, dores pelo corpo, principalmente nas panturrilhas (batata-da-perna), podendo também ocorrer icterícia (coloração amarelada da pele e das mucosas).
Saúde pública
O secretário Pedro Pascoal afirma que, diante da emergência por conta da enchente, é necessário integrar as ações entre estado e município para enfrentar o problema.
Segundo Pascoal, o atendimento nas Uraps tem sido ampliado com o auxílio de médicos do estado para evitar demora no auxílio à população que chegar às unidades com suspeita de leptospirose.
“Usamos como estratégia a integração dos sistemas de saúde do estado e município. Sentei com a secretária de saúde Sheila [Andrade], pactuamos que o estado estaria disponibilizando profissionais médicos para atenderem nas Uraps das 7h às 22 para desafogar as Upas, e que o paciente não fique esperando tanto tempo. Nós tivemos um aumento significativo nos atendimentos médicos, e as Uraps nesse momento estão dando vazão, conseguimos fazer o atendimento, medicação, conseguimos fazer a coleta de sangue para os exame”, finaliza.
VÍDEOS: g1

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