Operação Metaverso: ApexBrasil se reúne com Ibama e diz que fiscalização segue até semana que vem


Pelo menos 16 empresas do estado estão com atividades suspensas por conta da Operação “Metaverso”, que ocorre em todo Brasil. Mais de 90% das madeireiras do Acre estão com as atividades suspensas após uma ordem do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama)
Paulo Roberto Parente/Arquivo pessoal
Após a suspensão das atividades de 16 empresas madeireiras acreanas por conta da Operação “Metaverso”, do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), o presidente da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), Jorge Viana, informou ao g1 que em reunião com o presidente nacional do órgão, Rodrigo Marinho, e com a superintendente no Acre, Melissa Machado, foi informado de que o procedimento de apuração deve ser concluído até a próxima semana.
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Segundo Viana, os gestores explicaram que os embargos datavam de 2008, mas que ainda não haviam recebido decisão judicial, o que só ocorreu a partir de 3 de março deste ano, quando a operação foi iniciada em todo país. O presidente da ApexBrasil afirma ainda que a apuração deve ser concluída até a próxima semana.
“Eles estão fiscalizando 16 dessas empresas, porque o sistema deu um alerta de que poderia ter uma inconsistência e garantiram que até a semana que vem eles concluem esse trabalho de algum jeito pra que essas empresas possam seguir trabalhando ou se regularizando”, informou.
Operação nacional
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Além do Acre, a Operação “Metaverso” ocorre no Amapá, Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pernambuco, Roraima e Tocantins. As investigações têm o objetivo de desmontar fraude para “esquentar” madeira ilegal. O esquema funciona com transferências de créditos florestais, abates ilegais, documentos falsificados para a madeira para contornar a regulamentação.
Das 16 empresas que estão sendo fiscalizadas no Acre, oito são em Rio Branco e das demais no interior do estado. Todas estão com o acesso ao Sistema DOF bloqueado.
Resposta do setor
A Federação das Indústrias do Acre (Fieac) questionou o bloqueio e se reuniu com o Sindicato das Indústrias de Serrarias, Carpintarias, Tanoarias, Madeiras Compensadas e Laminados, Aglomerados e Chapas de Madeiras do Estado (Sindusmad-AC) para debater os impactos e o que pode ser feito para ajudar os empresários.
Segundo os representantes, o bloqueio foi feito junto ao Sistema do Documento de Origem Florestal (DOF) sem aviso prévio e esclarecimentos sobre a motivação.
O setor madeireiro está entre os primeiros na economia do estado acreano. No ano passado, madeira e derivados ficaram em segundo lugar nas exportações do estado, configurando 32,3% de tudo que foi exportado. A Fieac destaca que a paralisação das atividades causa prejuízos também para outros setores como o cerâmica e a construção civil.
VÍDEOS: g1

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