Inseticida que combate mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya está em falta em BH


Segundo a prefeitura, foram confirmados 1.051 casos de dengue na capital mineira em 2023. Mosquito Aedes aegypti (imagem ilustrativa)
Getty Images
O inseticida Ultra Baixo Volume (UBV) que combate o mosquito Aedes aegypti está em falta em Belo Horizonte. A cidade enfrenta um aumento no número de casos de dengue, zika e chikungunya este ano (veja mais abaixo). No mês de março, a prefeitura abriu mais centros de saúde nos fins de semana para atender pacientes com sintomas das doenças.
De acordo com o Executivo, a última aplicação do UBV foi feita na semana passada, em áreas com casos suspeitos de transmissão local.
“A Secretaria Municipal de Saúde aguarda a normalização do envio de novas remessas por parte do Ministério da Saúde e, em paralelo, está com um processo de compra do inseticida em andamento”, disse a prefeitura em nota.
A prefeitura falou que mantém as outras ações de prevenção e combate, como vistorias nos imóveis, aplicação de biolarvicida e mutirões de limpeza.
Casos em 2023
Dengue
Segundo a Prefeitura de Belo Horizonte (PBH), até o dia 4 de abril deste ano, foram confirmados 1.051 casos. Há 5.726 casos notificados pendentes de resultados de exames laboratoriais e das avaliações epidemiológicas. Foram investigados e descartados 3.292 casos.
No mesmo período de 2022, foram 165 – um aumento de 536,96%.
Chikungunya
Foram confirmados 474 casos, sendo 101 casos autóctones (que se originam da região onde são encontrados), 102 casos importados e 271 casos de local com origem indefinida. Há 402 casos notificados pendentes de resultados.
No mesmo período de 2022, foram 5 – um aumento de 9.380%.
Zika
Foram notificados 21 casos, sendo que nove foram descartados e 12 seguem pendentes de resultado.
No mesmo período de 2022, foram 11 – um aumento de 90,90%.
Betim
A Prefeitura de Betim, na Grande BH, confirmou, nesta quarta-feira (12), a morte de uma idosa de 88 anos por chikungunya.
Foi a primeira morte notificada na cidade, neste ano, por causa das arboviroses transmitidas pelo Aedes aegypti.
A causa foi investigada pela Fundação Ezequiel Dias (Funed) e confirmada à Vigilância Epidemiológica da Secretaria Municipal de Saúde na última quinta-feira (6).
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