Ex-ministros do Governo Bolsonaro são punidos pela Comissão de Ética Pública


Em entrevista, Abraham Weintraub, ex-ministro da Educação, afirmou sem provas que as universidades federais plantavam maconha e usavam laboratórios para produzir drogas sintéticas. Grupo também analisará se ex-ministro Gilson Machado feriu o Código de Ética ao sugerir que Lula precisa de dose de cachaça para conversar com o povo. Ex ministro da Educação, Abraham Weintraub
JN
A Comissão de Ética Pública puniu o ex-ministro da Educação, Abraham Weintraub por manifestações públicas antiéticas contra a imagem da Universidades Federais. Em 2019, o ex-ministro deu uma entrevista afirmando sem provas que as universidades plantavam maconha e usavam laboratórios para produzir drogas sintéticas.
O ex-ministro já foi condenado na Justiça Federal de Minais Gerais a pagar uma indenização de R$ 40 mil pela mesma declaração. O processo tramitava desde 2019 na Comissão.
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O deputado federal e ex-secretário Mário Frias também foi censurado por violar normas éticas em publicações feitas em redes sociais. Mário Frias fez um comentário racista sobre o historiador e ativista negro Jones Manoel, dizendo que ele “precisa de um bom banho”, em 2021.
O post foi depois apagado pelo Twitter por violação de regras.
A Comissão também instaurou um processo disciplinar contra o ex-ministro do Turismo, Gilson Machado por suposta declaração de caráter antiético. O grupo vai analisar se o ex-ministro feriu o Código de Ética da Presidência da República ao sugerir que o presidente Lula precisa de dose de cachaça para conversar com o povo.
A Comissão de Ética Pública foi criada em 1999 para administrar a aplicação do Código de Conduta da Alta Administração Federal. As sanções aplicadas pela comissão criam uma espécie de “ficha suja” sobre comportamento ético e podem prejudicar promoções dos funcionários do Governo.
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