Após mais de 1 mês, audiências de réus por tentativa de mega assalto em Guarapuava devem ser retomadas nesta quinta (13)


Justiça deve ouvir 4 testemunhas; na sexta (14), expectativa é por interrogatório de seis réus. Audiências foram suspensas no começo de março após MP-PR pedir depoimento de delegada que estava em férias. Unidade da PM em Guarapuava foi atacada durante tentativa de assalto
Eduardo Andrade/RPC
As audiências de instrução e julgamento de sete réus por participação na tentativa de mega assalto a uma empresa de transporte de valores em Guarapuava, região central do Paraná, serão retomadas nesta quinta-feira (13) após ficarem suspensas por mais de um mês.
O processo passou por uma espécie de recesso depois do Ministério Público (MP-PR) pedir no começo de março para ouvir uma delegada que estava em férias.
Ela deve falar na tarde desta quinta.
Além da delegada, outras três testemunhas de defesa ser ouvidas pela Justiça. Na sexta-feira (14), a previsão é que seis dos sete réus sejam interrogados.
O crime foi em abril do ano passado e deixou um policial morto. Os bandidos atacaram a sede do 16º batalhão de Polícia Militar com tiros e atearam fogo em veículos na frente do quartel.
Processo
As investigações levaram à denúncia de dezenas de pessoas pelo Ministério Público e à abertura de três ações penais. O processo em questão é em decorrência de uma investigação policial que chegou a um núcleo de criminosos com atuação no Paraná, principalmente em São José dos Pinhais.
Cinco dos sete réus respondem por crimes como latrocínio (pela morte do cabo Ricieri), incêndio, sequestro, dano ao patrimônio público, porte de arma de uso restrito e receptação. São eles:
Danilo André Ferreira
Giovani Adriano de Oliveira
Guilherme Costa Ambrozio
Jefferson Rocha Dambroski
Robson Stuchi Ferreira
Guilherme Costa Ambrozio (foragido).
Já os réus Gilmar Cezar de Almeida e Juliane Aparecida dos Santos Marcondes respondem apenas por associação criminosa. Conforme denúncia do Ministério Público do Paraná (MP-PR), eles não estavam em Guarapuava na data do crime, mas forneceram materiais para a ação do grupo.
O g1 tenta contato com a defesas dos acusados.
No mês passado, o advogado Fernando Madureira, que defende o réu Jefferson Dambroski, afirmou esperar que os ouvidos nesta segunda esclareçam que o cliente não participou do assalto. Ele ainda citou que Jefferson deve ser responsabilizado apenas por favorecimento real.
Outros dois processos ainda tramitam na Justiça.
Um deles teve audiências realizadas em janeiro deste ano, quando foram interrogados Sidnei Alves Pinto e Anderson Parra Pereira. Eles foram detidos em São Paulo e negam o crime.
A decisão ainda não foi proferida.
O terceiro processo ainda não teve audiências realizadas. Ele teve origem em uma outra investigação que chegou a um núcleo de criminosos atuantes no interior de São Paulo.
O caso
A invasão a Guarapuava foi no final da noite de 17 de abril de 2022. Bandidos atacaram a sede do 16º Batalhão de Polícia Militar (BPM) com tiros e atearam fogo na em veículos na frente do quartel. Na ação, um policial foi atingido com um disparo na cabeça e morreu dias depois.
O alvo dos assaltantes era uma transportadora de valores. Eles chegaram a entrar no prédio, mas segundo a polícia, não conseguiram chegar até o cofre e fugiram sem levar dinheiro.
Vídeo mostra ‘cordão humano’ feito com reféns durante ataque à empresa em Guarapuava
RELEMBRE:
Policial que estava em viatura fuzilada, em Guarapuava, relata terror: ‘Eles atiram pra matar e não param’
‘Colocou a arma entre a gente e começou a atirar contra a polícia’, diz jovem usado como escudo humano em Guarapuava
‘Muito barulho de bala, pessoas gritando no meio da rua’, diz morador de Guarapuava após ataque de assaltantes
VÍDEOS: Mais assistidos do g1 PR
Veja mais notícias da região em g1 Campos Gerais e Sul.

Adicionar aos favoritos o Link permanente.