Aos 92 anos, mulher topa desafio de filha e salta de parapente em Santo Antônio da Alegria, SP


Izanlina Teles de Bueno conta que gosta e aventuras e se divertiu em voo que durou quase 20 minutos. Depois de saltar, idosa ainda incentivou a família. Idosa pula de parapente em Santo Antônio da Alegria, SP
Aos 92 anos, Izanlina Teles de Bueno é aventureira e cheia de disposição. Tanto é, que, quando surgiu a oportunidade de saltar de parapente, não pensou duas vezes.
Ela saiu de Ribeirão Preto (SP), onde mora, e foi com a família até Santo Antônio da Alegria (SP), para conhecer a Ilha do Ar. O local fica a 1.100 metros de altitude e é perfeito para voos.
“Eu gosto demais de aventura, vou encarar de boa, não estou com medo, não”, diz Izanlina.
Izanlina Teles Bueno, de 92 anos, realizou o sonho de voar com um passeio de parapente
Reprodução/Arquivo pessoal
O passeio foi um desafio proposto pela filha, a empresária Fernanda Bueno, para toda a família. A aposentada foi a primeira a topar.
“Estou fazendo um curso de oratória e comunicação, e vou falar sobre o tema da coragem. A primeira pessoa que perguntei ‘mãe, você tem coragem? Vamos fazer um desafio para a família toda’. Ela ‘lógico que eu tenho, porque não? Adoro essas aventuras’. Sempre, tudo que a gente faz, ela está junto. E aí surgiu essa coisa de vir e desafiar toda a família”, conta.
Além de ter sido a primeira da família a topar, Izanlina também foi a primeira a saltar. E ainda orientou a filha, que saltou em seguida.
“Não fica com medo que não dá medo de jeito nenhum, só dá coragem”.
O passeio aconteceu no dia 2 de abril, e contou com um cenário de tirar o fôlego. O tempo, fundamental para esse tipo de prática, estava perfeito para o voo.
“A condição [de voo] estava especial para ela. Ela fez um voo de 19 minutos. Me emocionei em voo com a felicidade dela”, diz o instrutor Lorran Bueno.
Segundo ele, por ser idosa, Izanlina precisou de atenção especial da equipe, para que o voo acontecesse na mais perfeita ordem.
“Para decolar com uma pessoa mais idosa, a gente tem de ter o vento perfeito, tem de ter o auxílio de outros pilotos também na rampa, porque a única coisa que o parapente precisa é mobilidade na decolagem e, às vezes, pessoas mais idosas não têm essa mobilidade, não conseguem correr. Então a gente precisa do auxílio de outros pilotos para segurar o parapente junto com a gente e a condição tem de estar perfeita para fazer a atividade”.
‘Parece o sofá de casa’
O voo de Izanlina foi gravado e ela se divertiu o tempo inteiro. Com um sorriso no rosto e muita tranquilidade, curtiu cada um dos 19 minutos que esteve no ar.
A felicidade era tanta, que Bueno chegou a perguntar se não parecia que ela estava no sofá de casa e, rapidamente, a idosa respondeu, animada. “Parece”.
Já em solo, em um pouso perfeito, segundo o próprio instrutor, Izanlina comentou que estava ainda mais emocionada por ver de cima a cidade que o marido nasceu.
“Foi uma delícia, nunca passei por isso na minha vida. Bom demais, melhor que avião. Me senti muito bem. É a terra do meu marido, ele nasceu aqui”.
Izanlina Teles de Bueno, de 92 anos, pulou de parapente com o instrutor de voo Lorran Bueno
Jeferson Neves/EPTV
Voo depende do vento
Para saltar de parapente, é preciso contar com as boas condições do tempo. No caso de Izanlina, o dia estava perfeito para a prática, como explica Bueno.
“Parapente é um planador, então a gente depende totalmente das condições da natureza, principalmente do vento. Se você perguntar ‘mas Lorran, o parapente voa se acabar o vento?’ Voa. A única coisa que o parapente não consegue, é se manter muito tempo no ar sem o vento. O tempo de duração do voo depende, exclusivamente, da condição no momento da decolagem”.
Depois de 20 minutos de voo, dupla posou com tranquilidade: ‘Paz e amor’
Reprodução/Arquivo pessoal
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