Acusado de matar 2ª companheira é condenado a 42 anos de prisão em Santa Bárbara d’Oeste


Em 2000, homem já havia cumprido 10 anos de reclusão pelo feminicídio de outra mulher. Corpo da vítima mais recente foi encontrado em junho de 2022, em área de mata. Vítima e o suspeito de cometer o crime em Santa Bárbara d’Oeste
Reprodução/ EPTV
A 1ª Vara Criminal de Santa Bárbara d’Oeste (SP) condenou Josias Sass Ribeiro, acusado de matar e enterrar sua companheira de 73 anos em uma área de mata em junho de 2022, a 42 anos, dois meses e 20 dias de prisão. Cabe recurso.
Ribeiro já havia cumprido dez anos de prisão anteriormente pelo feminicídio de outra companheira, em 2000, em Nova Odessa (SP). A decisão foi divulgada nesta terça-feira (11) pela juíza Camilla Marcela Ferrari Arcaro após a realização de júri popular.
“O Conselho de Sentença reconheceu a prática pelo réu de um crime de homicídio quadruplamente qualificado pelo motivo torpe, pelo emprego de asfixia, do recurso que dificultou a defesa da vítima e do feminicídio, majorado por ter sido praticado contra maior de 60 anos, e do crime de ocultação de cadáver”, diz a sentença.
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No documento, a magistrada afirma que a “frieza e intensidade do dolo do acusado” são reforçadas pelo fato de Ribeiro ter se relacionado com a vítima por um tempo, passando a frequentar a casa dela e obtendo acesso a seus pertences, documentos e senhas bancárias, “revelando extrema falsidade e cinismo em sua personalidade”.
A juíza também revela que o acusado tentou “prejudicar a investigação com o induzimento de testemunhas e produção de provas, a fim de se livrar da responsabilidade penal”, classificando a personalidade do réu como “deturpada” e “violenta voltada contra mulheres com quem se relaciona”.
O g1 não conseguiu contato com a defesa de Josias Sass Ribeiro até a última atualização desta reportagem.
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Caso mais recente
A prisão aconteceu em 9 de junho de 2022, após a localização do corpo da mulher enterrado em uma área verde do bairro Cândido Bertini, mas a investigação começou com a denúncia de desaparecimento dela, no dia 6 de junho.
No início daquele mês, a polícia foi até a casa da vítima e o companheiro disse que ela teria ido visitar parentes em Minas Gerais no dia 29 de maio. Mas os policiais constataram uma contradição, porque ela teria sido vista pela última vez no dia 1º de junho.
Delegacia de Polícia Civil de Santa Bárbara d’Oeste
Helen Sacconi/EPTV
Durante uma obra de terraplanagem em uma área verde, o corpo da idosa foi encontrado enterrado.
O delegado, então, fez o pedido de prisão temporária e foi até a casa do marido porque havia uma denúncia de que o suspeito estaria tentando fugir. Ele foi encontrado no local e, inicialmente, assumiu a autoria do crime, mas voltou atrás ao perceber que seria preso.
Ele foi preso em flagrante e levado para a Delegacia de Santa Bárbara d’Oeste.
Mesmo crime em 2000
O delegado de Polícia Civil informou ainda que o homem já tinha cumprido pena pelo mesmo crime no ano 2000, em Nova Odessa (SP). Ele matou a esposa e ficou preso por 10 anos.
A Polícia Civil ainda investiga o desaparecimento de uma terceira vítima, porque há informações de que o suspeito foi visto com ela antes de desaparecer.
Coincidências
Coincidências envolvendo os dois crimes chamaram a atenção da Polícia Civil à época que o segundo caso foi revelado.
“Uma das coincidências é que há 22 anos atrás nós investigamos um caso no qual ele matou a mulher em Nova Odessa. Eu era o delegado do caso na época. E a outra coincidência é que o corpo da vítima foi localizado ontem, dia 9 de junho, ele foi preso ontem, e o homicídio da mulher dele, da dona Júlia, em Nova Odessa, foi no dia 9 de junho de 2000”, detalhou o delegado Antônio Donizete Braga, que também atuou na investigação e prisão mais recente.
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