Mãe e madrasta são indiciadas por agredir criança até deixa-la com rosto desfigurado


Criança segue internada no Hugol e será avaliada pela equipe de ortopedia. Mulheres devem responder por tortura qualificada com aumento de pena devido a vítima ser uma criança. Criança de quatro anos precisou ser transferida para o Hugol, em Goiânia
Reprodução/Redes Sociais
A mãe e a madrasta da criança de 4 anos que foi espancada até ter o rosto desfigurado, em Morrinhos, a 132 km de Goiânia, foram indiciadas por tortura, segundo o delegado Fernando Gontijo. A menina recebeu alta da Unidade de Terapia Intensiva (UTI), mas segue internada no Hospital Estadual de Urgências Governador Otávio Lage Siqueira (Hugol), em Goiânia.
Fernando Gontijo afirmou que indiciou a mãe e a madrasta na última segunda-feira (10) por tortura qualificada com aumento de pena devido a vítima ser uma criança.
“Não teve uma testemunha ocular, pois as agressões ocorreram dentro de casa. A mãe disse que a companheira que agredia a criança e a companheira disse que era a mãe, uma joga a culpa na outra”, explicou.
Segundo a polícia, a criança chegou ao hospital com marcas no rosto, fraturas nos antebraços, ombros deslocados, queimaduras e um coágulo na cabeça. Ela ficou internada na UTI sete dias e foi transferida para a enfermaria no dia 4 de abril. A unidade informou que a paciente tem o estado de saúde geral regular e está consciente e respirando espontaneamente.
No dia 31 de março, a criança passou por uma cirurgia para corrigir algumas fraturas nos antebraços e, conforme boletim médico atualizado nesta quarta-feira (12), este foi o único procedimento cirúrgico que a paciente passou. “Nesta quinta-feira (13), ela vai ser avaliada novamente pela equipe de ortopedia”, informa. Ainda não há previsão de alta para a paciente.
Indiciamento
Gontijo destacou que ambas as investigadas alegaram que eram ameaçadas uma pela outra caso denunciassem as agressões à polícia.
“Nós acreditamos que foi uma das duas ou elas juntas, por isso o indiciamento das duas. Mesmo que tenha sido só a companheira, a mãe ainda responderia por omissão por não ter feito nada para acabar com a agressão”, afirma.
As agressões foram denunciadas pela mãe no dia 28 de março. Na ocasião, ela relatou que a companheira seria autora, mas a polícia identificou envolvimento das duas na violência. Gontijo relata que os vizinhos ouviram as duas conversando enquanto agrediam a criança.
“Eles disseram ouvir a mãe dizer para a companheira não bater na cabeça, mas nas pernas e nos braços”, afirmou.
O delegado ressaltou que a criança voltou a viver com a mãe em janeiro desde ano. “Nos últimos dois anos, a criança estava com outra família de criação. Ela não tem registro de pai biológico e, por isso, a guarda dela voltou para a família anterior, que a está acompanhando no hospital”, relata. Os nomes das investigadas não foram divulgadosa e, por isso, O POPULAR não pôde localizar a defesa delas.
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