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Brasil está no caminho certo ao propor paz, mas ‘não pode se oferecer a ser mediador’, analisa Azambuja


Em entrevista, ex-embaixador do Brasil na França e na Argentina diz ‘o Brasil deve ter um comportamento que crie credibilidade o bastante para nos vejam como um instrumento necessário’. Desde fevereiro, presidente Lula tem falado na proposta da criação de um ‘clube da paz’. Para Marcos Azambuja, ex-embaixador do Brasil na França e na Argentina e conselheiro emérito do Centro Brasileiro de Relações Internacionais (Cerbi), “lutar pela paz e se esforçar por construi-la é sempre uma coisa bem-vinda, é sempre bom”, nas suas próprias palavras.
Desde fevereiro, em conversas com líderes de países como EUA, Ucrânia, Rússia e China, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem falado na proposta da criação de um “clube da paz”.
“Falei com o presidente Biden o que eu já tinha falado ao presidente Macron, o que eu já tinha falado ao chanceler alemão Olaf Scholz, sobre a necessidade um grupo de países que não estão envolvidos diretamente ou indiretamente na guerra da Rússia contar Ucrânia para que a gente encontre possibilidade de fazer a paz”, declarou Lula.
Xi Jinping com Vladimir Putin e Emmanuel Macron; Lula na China
SERGEI KARPUKHIN/AFP, Reprodução/TV Globo e Ricardo Stuckert/Palácio do Planalto
Em entrevista ao podcast O Assunto, Azambuja lembrou que quando o Brasil tem de dar o tom, quem fala é um país com “fronteira impecáveis, em perfeita harmonia”.
“Às vezes, as suas ferramentas não são as ideais para o que você está querendo, mas se o Brasil continuar falando que quer contribuir para paz, […] para o fim do conflito, para o fim do sofrimento, está dizendo as coisas certas.”
Isso não significa, entretanto, que querer ser um intermediador ajude “a te qualificar para ser parte desse clube”.
“E o que ele não pode fazer? Isso é uma coisa importante: você não pode se oferecer a ser mediador, os outros é quem têm que convocar você, porque você inspira confiança, você inspira credibilidade.”
“Portanto, o Brasil não deve ser voluntariar, o Brasil deve ter um comportamento que crie credibilidade o bastante para nos vejam como um instrumento necessário.”
Ouça a íntegra do episódio aqui.

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