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Scorpions dedica canção icônica à Ucrânia e esbanja energia no palco durante festival em Ribeirão Preto


Ao cantar ‘Wind of Change’, no Ribeirão Rock Series, Klaus Meine trocou os primeiros versos para homenagear vítimas da guerra. Primeira noite do evento também teve Angra, Sinistra e Noturnall. Klaus Meine, vocalista do Scorpions
Érico Andrade/g1
O advogado Lucas Cassiano, de 27 anos, ainda não era nascido no final dos anos 1980 quando Klaus Meine e banda voltaram da Rússia inspirados a reproduzir, com “Wind of Change”, a importância da música para unir as pessoas em um mundo dividido pela Guerra Fria.
Mas, com a ajuda dos pais, o jovem conheceu o clássico da banda alemã, e a paixão sem limite de gerações o levou a estar entre os milhares de fãs, ansiosos para ver de perto o Scorpions, uma das principais atrações da primeira noite do Ribeirão Rock Series, em Ribeirão Preto (SP), que também teve Angra, Sinistra e Noturnall na terça-feira (18).
“É uma banda por quem meu padrasto e minha mãe têm um afeto muito grande e são músicas que lembram minha adolescência.”
Para Cassiano e muitos outros, a música, provavelmente a mais esperada do show de uma hora e meia, dessa vez veio com uma mensagem diferente da ouvida em outros tempos, e ainda mais atual. Uma mudança cirurgicamente feita com a troca dos primeiros versos: os que mencionavam Moscou passaram a homenagear as vítimas da guerra na Ucrânia.
“Ouça meu coração. Ele diz Ucrânia agora, esperando pelo vento da mudança”, cantou Klaus aos fãs no interior de São Paulo.
Rudolf Schenker, guitarrista do Scorpions, em Ribeirão Preto (SP)
Érico Andrade/g1
Energia e nostalgia
Engajado e ao mesmo tempo cheio de energia para compartilhar, do início ao fim, o Scorpions entrou no palco às 21h15 e começou a tocar “Gas in The Tank” sem cerimônias, momentos depois do apagar das luzes no espaço montado ao lado da Arena Eurobike, reproduzindo à risca o setlist que tem performado desde que iniciou a turnê mundial “Rock Believer.”
Mostrando que ainda têm muito combustível para gastar, os músicos não economizaram na disposição, que o diga o guitarrista Rudolf Schenker, “imparável”, com breves corridas, de um lado a outro do palco, em meio aos solos compartilhados com o colega Matthias Jabs.
Depois de “Make It Real”, Klaus saudou o público pela primeira vez antes de a banda arrancar gritos fortes com “The Zoo”, clássico dos anos 1980 do álbum “Animal Magnetism”, estilizado com o talk box da guitarra de Jabs. O instrumental de “Coast to Coast”, de Lovedrive, manteve o público quente para “Seventh Sun” e “Peacemaker”, canções que fazem parte do álbum mais recente e que dá nome à turnê mundial dos alemães.
Scorpions, em Ribeirão Preto (SP)
Érico Andrade/g1
Como quem brinca com o tempo e não deixa a nostalgia de lado, Klaus convidou os fãs a mais uma vez viajar aos anos 1980 e, assim, todos, inclusive aqueles que nunca lá estiveram de fato, se embalaram com “Bad Boys Running Wild.”
Após mais uma performance instrumental dos colegas, com “Delicate Dance”, o vocalista de 74 anos pediu que os espectadores ligassem as luzes dos celulares para o momento de introspecção na mística “Send me An Angel.” O coro ficou ainda maior depois do famoso assobio que introduz “Wind of Change”, com direito a participação à capella dos fãs em Ribeirão Preto, além da homenagem declarada às vítimas da guerra na Ucrânia.
Quem achava que as coisas iriam esfriar se enganou. Pois os alemães ainda tinham na manga “Tease me please me”, a nova “Rock Believer”, um potente e exaustivo solo do baterista Mikkey Dee, além de “Blackout” e “Big City Nights.”
Klaus e companhia ensaiaram uma despedida, mas quem estava ali já sabia que a noite ainda não havia chegado ao fim. Os fãs ainda estavam firmes e preparados para cantar quando as primeiras dissonâncias deram início à romântica “Still Loving You”, mais uma vez com coro suficiente para os músicos pararem de tocar apenas para ouvir a multidão repetir o refrão.
Com a força de “Rock You Like a Hurricane”, no encerramento da noite, a banda deixou os fãs com a admiração renovada. “É uma banda nostálgica. (…) Eu acho que é muito bacana ter uma banda internacional no interior de São Paulo e a gente não podia deixar de aproveitar”, disse a advogada Mariana Martins, de 26 anos.
Fabio Lione, vocalista do Angra, em Ribeirão Preto (SP)
Érico Andrade/g1
Noite de metal
Com o gestual de um maestro e o vocal potente e preciso do italiano Fabio Lione, o Angra também desfilou algumas das canções mais representativas da banda brasileira no festival em Ribeirão Preto em um show de aproximadamente uma hora.
De “Nothing to Say” e “Lisbon” a “Angels Cry” , o grupo não decepcionou os fãs no interior de São Paulo, que puderam ver de perto a virtuosidade de músicos como Marcelo Barbosa, ao mesmo tempo em que entraram em uma dimensão diferente com as projeções no telão, como nos anéis de Saturno em “Travelers of Time.”
Em “Rebirth”, Lione convidou o público a cantar a emblemática canção do quarto CD da banda, mas nem era preciso. Diante do dedilhado de Rafael Bittencourt ao violão, foi difícil ficar em silêncio e não se emocionar.
Ainda houve tempo para “Carry On”, que invariavelmente traz memórias em torno do antigo vocalista, André Falaschi, que morreu em 2019, e “Nova Era”, canção escolhida para fechar o repertório da banda em Ribeirão Preto.
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