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Prefeituras gaúchas pedem mais tempo para cadastrar beneficiários do auxílio reconstrução pós-enchente


O governo federal já aprovou 256 cadastros, mas 48 mil famílias ainda precisam confirmar os dados no site do auxílio reconstrução para receber o benefício destinado a moradores atingidos pela enchente em 444 municípios que têm situação de calamidade reconhecida. 182 municípios gaúchos ainda não mandaram documentação para o auxílio reconstrução
No Rio Grande do Sul, quem precisa de ajuda é a população afetada diretamente pelas enchentes. Mas, até agora, quase metade dos municípios gaúchos ainda não enviou ao governo federal a lista de moradores que têm direito ao auxílio reconstrução.
Os aposentados Nedi Flores Gonçalves e Dejair Gonçalves receberam o benefício de R$ 5.100 há duas semanas. A enchente tinha alagado a casa deles em Canoas.
“A gente conseguiu comprar o colchão de casal, uma cama de solteiro – porque o colchão também estava no chão – o roupeiro, pia, o balcão de pia, o armário que está aqui, mais as cadeiras e utensílios de cozinha”, conta Dejair.
“Temos ainda um pouquinho de dinheiro guardado para ver se eu consigo mandar arrumar a máquina de lavar”, diz Nedi.
O governo federal avalia que 375 mil famílias teriam direito ao auxílio. Até agora, já aprovou 256 mil cadastros. Desse grupo, 48 mil famílias ainda precisam confirmar os dados no site do auxílio reconstrução.
O benefício é destinado a moradores atingidos pela enchente em 444 municípios que tiveram a situação de calamidade reconhecida. As prefeituras são as responsáveis por encaminhar os dados, mas, até o fim de semana, quase metade delas ainda não havia feito os pedidos.
Auxílio reconstrução para famílias do RS
JN
O prazo para o cadastro das prefeituras termina nesta terça-feira (25) e a Federação dos Municípios Gaúchos pediu mais tempo.
“A gente pediu para o governo federal, através do ministro Paulo Pimenta, uma prorrogação de dez dias corridos, para que os municípios deem uma revisada, para verificar realmente se tinha situações onde os moradores foram atingidos pela mancha d’água, que isso que é importante falar. Precisa ter atingido a moradia, as pessoas têm que ter saído de forma temporária ou permanente da sua residência, para não gerar nenhum pagamento indevido e garantir o direito de todo cidadão gaúcho”, diz Marcelo Arruda, presidente da Famurs.
O governo federal disse que vai analisar o pedido.
Nesta segunda-feira (24), o Hospital Mãe de Deus reabriu a emergência e o bloco cirúrgico, em Porto Alegre. O espaço alagou na enchente e estava fechado desde 2 de maio.
Desde domingo (23), o Guaíba subiu 20 cm e a prefeitura da capital fechou preventivamente três comportas do sistema de proteção contra cheias.
Eldorado do Sul e a cidade de Guaíba voltaram a enfrentar alagamentos; 120 vinte pessoas tiveram que sair de casa.

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