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STJ nega recurso e filho de ex-deputado que assassinou casal deve ir a júri popular em MT


A defesa do réu informou que irá recorrer a decisão. Carlos Alberto Gomes Bezerra está preso sob a acusação de premeditar e assassinar a ex-mulher dele e o namorado dela, em janeiro do ano passado. Carlos Alberto Gomes Bezerra é suspeito de ter matado ex mulher e o atua namorado dela
Reprodução
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou nesta segunda-feira (24) o recurso protocolado pela defesa de Carlos Alberto Gomes Bezerra, de 58 anos, e manteve a decisão que determinou que o réu e seja levado a júri popular.
Carlos está preso sob a acusação de premeditar e assassinar a ex-namorada dele, Thays Machado, de 44 anos, e do namorado dela, Willian César Moreno, de 30 anos, em janeiro de 2023.
O g1 procurou a defesa do réu, que informou que irá recorrer a decisão.
Na última semana, a Juíza da 1ª Vara de Violência Doméstica de Cuiabá, Ana Graziela Vaz de Campos, autorizou a transferência do réu, que está preso na penitenciária Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande, para a Penitenciária Central do Estado (PCE), em Cuiabá.
Relembre o caso
Câmeras de segurança mostram casal momentos antes de serem assassinados em Cuiabá
Cedida
Thays e Willian foram assassinados em janeiro de 2023, em Cuiabá, no Bairro Alvorada. Na manhã anterior ao crime, Thays teria feito um boletim de ocorrência contra o principal suspeito, o ex- namorado Carlos Alberto Gomes Bezerra, que é filho do deputado federal por Mato Grosso Carlos Bezerra (MDB).
O crime aconteceu quando ela estava no prédio para devolver o carro que havia emprestado da mãe para buscar o namorado no aeroporto. Câmeras de segurança registraram as vítimas caminhando juntas momentos antes de serem assassinadas.
A polícia descobriu que Thays Machado era monitorada pelo ex-namorado por meio de uma ‘central de controle’, com informações detalhadas do dia a dia da vítima. Na casa do investigado, foram encontrados 71 prints de localizações dos lugares que a mulher frequentava.
Carlos fazia o download no celular dele e, depois, imprimia a geolocalização. O investigado instalou os programas quando ainda se relacionava com a vítima.
Os investigadores encontraram ainda um caderno onde tinha as anotações com datas e locais que os aparelhos foram instalados. Assim, ele poderia saber até quanto tempo de bateria duraria os aparelhos de monitoramento.
Thays Machado foi assassinada a tiros pelo ex companheiro
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