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Trem bão demais: queijo que homenageia primeira ferrovia de MG é ‘super ouro’ em prêmio mundial; laticínio de Juiz de Fora também se destaca


‘Primeira Estação’, de Chiador, é uma das receitas da Troço Bom Roçeria, comandada por jovens empreendedores que ‘nada tinham a ver’ com queijo até 2017. De Juiz de Fora, o Coalhada’s também foi destaque. Confira outros premiados na Zona da Mata e Vertentes. Concorrendo com o queijo ‘Primeira Estação’, queijaria de Chiador foi super ouro no Mundial do Queijo
Troço Bom Roceria/Reprodução
Um queijo que é um “trem bão demais”. E nem é jeito de falar de mineiro. Em São Paulo, o queijo ‘Primeira Estação’ recebeu o prêmio super ouro no Mundial do Queijo Brasil 2024.
Concorrendo com aproximadamente 2 mil outras iguarias de várias partes do país, a produção da Troço Bom Roceria, de Chiador, foi uma das agraciadas com o prêmio máximo do concurso.
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“A gente teve uma surpresa muito agradável, porque é um lançamento, e a gente lançou já com uma medalha de super ouro no Mundial. Sem dúvida, isso é muito gratificante”, explica Thais Puello, uma das proprietárias da queijaria.
“Foi uma alegria danada quando os resultados começaram a sair, e a gente ter conseguido trazer quatro medalhas aqui para a nossa queijaria É um orgulho poder estar levando o nome do nosso município para a Faria Lima [região de São Paulo onde aconteceu o evento], um lugar super bacana, que tem escritórios de Google e do Facebook. Foi muito legal”, completou.
Além da produção exclusiva, que aproveita características da propriedade, o nome ‘Primeira Estação’ presta homenagem à primeira estação ferroviária de Minas, inaugurada por Dom Pedro II em Chiador, em 1869. “Eu acho que isso é muito relevante, e a gente tem muito orgulho de ser de Chiador”, diz Thais.
Queijo Primeira Estação, de Chiador, foi premiado no Mundial do Queijo, em São Paulo
Troço Bom Roceria/Divulgação
O nome do queijo, além de fazer um resgate da história do município, também remete ao passado da família:
“A estação de Chiador conta a história e a origem do município. E o que a gente está fazendo é resgatar a nossa origem também. A família do meu pai é Chiador, agora eu tô voltando e resgatando a produção de leite”.
Em 2017, Thais deixou Volta Redonda (RJ) , o teatro e a movimentação da cidade para se dedicar ao trabalho no campo e à vida de produtora.
Administrador, engenheiro e atriz à frente do negócio
De acordo com a produtora, a queijaria nasceu quando ela, o irmão Thiago e esposo Márcio resolveram apostar na roça como fonte de renda:
“Começou despretensiosamente, quando vimos uma oportunidade de começar a fazer queijo minas, que é uma coisa que a gente já fazia para família e amigos aqui na roça. Começamos a vender para amigos e família, produzindo no fim de semana e fazendo as entregas na semana”, explica.
“Meu pai é produtor de leite, sempre mexeu com roça, mas nós não. A gente não era envolvido em nada em relação ao meio rural, nem gastronômico, nem de queijo, nada. Eu sou formada em teatro, meu irmão ainda estava estudando administração, meu marido era engenheiro, civil, mas em 2017, estava nós três desempregados e começamos a produzir queijo como uma forma de tirar um dinheiro”.
Os diferenciais da produção vencedora é a criação das vacas Girolando 100% livres no pasto, receitas autorais e particularidades da fazenda:
“[O Primeira Estação] É um queijo maturado por 60 dias na madeira em temperatura ambiente. Então, é um queijo que traz uma rusticidade, justamente porque ele é maturado na madeira em temperatura ambiente, o que faz dele diferente de qualquer outro queijo produzido em qualquer outro lugar, porque tem características que são únicas da nossa propriedade, do nosso manejo e da nossa receita”.
Formada em teatro, Thais Puello deixou a vida da cidade para se dedicar à produção de queijos em Chiador
Arquivo Pessoal
Além do super ouro, a queijaria voltou de São Paulo com outras três premiações: ouro, com o iogurte com maracujá; prata na categoria sobremesa mineira, com a cocada; e bronze, com o doce de leite.
Super ouro também para Juiz de Fora
Também em sua primeira participação do Mundial do Queijo, o Coalhada’s, com sede em Juiz de Fora, foi outro laticínio da região em destaque: recebeu o prêmio super ouro, com o queijo minas meia-cura, e ouro com o requeijão de corte.
Louise Fonseca, da Coalhada’s, de Juiz de Fora, também recebeu dois prêmios no Mundial do Queijo
Coalhada’s/Divulgação
A iguaria nasceu da paixão da fundadora Louise Fonseca por criar queijos com personalidade:
“Uma honra concedida após criteriosa avaliação por 15 jurados supremos. Essas conquistas transcendem o reconhecimento individual e se tornam um presente para Juiz de Fora, que é casa do renomado Instituto de Laticínios Cândido Tostes. Como formada por esta instituição e com quase 35 anos dedicados à Laticínios Coalhada’s, vejo esses prêmios como símbolos do potencial acadêmico e tecnológico da nossa cidade”, avalia Louise.
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A premiação, segundo a produtora, celebra também o trabalho de toda a região.
“O leite que utilizamos, proveniente de produtores locais, é a base para queijos que agora são celebrados nacionalmente. Isso demonstra que, mesmo em áreas onde o clima pode não ser o ideal, é possível produzir queijos de qualidade excepcional”.
Outros premiados
Ainda pela Zona da Mata e Campo das Vertentes, foram, ao menos, mais nove premiados das seguintes queijarias: Fazenda Bonanza, FazFor, Fazenda do Coqueiro, Fazenda Santa Mônica, Queijaria Fazenda Saudade, Queijaria La Porta, Céu de Minas, Osvaldinho, Queijaria Santo Antônio e Fazenda Rio Acima.
De Belmiro Braga e da Queijaria La Porta, os queijos Belmiro Blue e Stella, além do Gruyere, que era obrigatório, estiveram presentes na receita do melhor fondue do Brasil, em eleição que também aconteceu durante o Mundial.
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