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Covid: em ‘patamar de pandemia’, positividade em testes bate 40% e reforça necessidade da vacinação


Médica explica que índice é um indicativo da alta circulação do vírus em Campinas, e que população deve adotar cuidados que envolvem proteção vacinal e etiqueta respiratória. Teste de Covid-19
Kleide Teixeira/Secom-JP
Em meio ao aumento de casos e mortes por Covid-19 neste início de 2024, Campinas (SP) viu a taxa de positividade dos testes da doença disparar e atingir um ‘patamar da pandemia’. Dados do Boletim de Monitoramento de Síndromes Respiratórias mostram que o índice chegou a 40,8%. Número que reforça a necessidade de ampliar a cobertura vacinal da população.
Na avaliação de médicas ouvidas pelo g1, o índice que reflete a alta circulação do vírus na metrópole pode ser explicado pela soma de aglomerações, principalmente as registradas durante o período de carnaval, e a presença de uma subvariante mais transmissível.
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Para efeito de comparação, um levantamento a partir de dados semanais divulgados pela prefeitura desde junho de 2022 revelam que em nenhum momento nesse período a positividade ultrapassou 40% – chegou a 38,6% em outubro de 2023, e atingiu 37,4% em dezembro de 2022.
Durante a pandemia, em março de 2021, Campinas chegou a registrar que 44,4% das pessoas que faziam PCR no município estavam infectadas com a Covid-19.

Importância da vacinação
Elda Motta, médica do Departamento de Vigilância em Saúde (Devisa), de Campinas, explica que a taxa de positividade é um indicativo da circulação alta do vírus, o que reforça a necessida de medidas pessoais para controle da transmissão, como o cuidado com sintomas respiratórios, e a importância de ampliar a cobertura vacinal.
“Vemos pessoas esquecendo um pouco os cuidados, mesmo sintomáticos trabalhando ou frequentando locais coletivos sem cuidados, sem uma máscara. Sempre temos circulando uma nova variante, essa [JN.1] muito competente ao se transmitir”.
Sobre a cobertura vacinal, o último dado atualizado da Secretaria de Saúde em Campinas, de 8 de fevereiro, mostra que apenas 23,8% da população acima de 18 anos tomou o reforço com a vacina bivalente – – disponível em todos os centros de saúde para moradores a partir dos 12 anos, a depender da situação vacinal – veja critérios e onde receber as doses.
O índice de cobertura para garantir a proteção inicial na população acima de 6 meses é de 85,5%.
“Veja os dados de óbitos, a grande maioria não tem a vacinação completa. Dos 14, seis não possuem registro de nem mesmo uma dose”, pontua a médica.
Dos 14 óbitos por Covid-19 registrados em 2024, 8 foram de mulheres e 5 de homens, sendo que apenas dois tinham entre 40 e 49 anos, e sete das vítimas eram moradores com mais de 70 anos.
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Aumento à vista
A infectologista Raquel Stucchi, da Unicamp, avalia que o cenário atual é propício para o aumento de casos, e que é esperado essa evolução dos números nas próximas semanas.
“A gente tem nesse momento questões como uma baixa cobertura vacinal, uma variante que transmite muito fácil, que a JN.1, tivemos aglomerações com o carnaval, em alguns locais de forma prolongada”, destaca.
A subvariante da Ômicro, a JN.1, segundo as médicas, não apresenta risco de desenvolvimento de uma infecção diferente de outras variantes da Covid-19, mas tem se mostrado extremamente transmissível.
E diante da alta circulação, identificada pela positividade dos testes, favorece o surgimento de novas variantes – Stucchi lembra que uma das formas do vírus continuar sobrevivendo passa por mutações, e ele se torna cada vez mais eficaz para seguir transmitindo.
Vacinação de Covid-19 na região de Campinas
Reprodução/EPTV
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