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Fernandinho Beira-Mar e mais 22 presos de Mossoró são transferidos para outras cadeias de segurança máxima


A Corregedoria da Penitenciária Federal de Mossoró afirmou que está havendo um treinamento dos protocolos de segurança, o que requer a redução do número de presos. O órgão responsável pelas penitenciárias federais transferiu 23 presos de Mossoró para outras cadeias de segurança máxima.
Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar, estava na Penitenciária Dederal de Mossoró desde janeiro de 2024. Ele é condenado a mais de 300 anos de prisão por tráfico de drogas, homicídio e formação de quadrilha. De acordo com o advogado, Beira-Mar foi transferido para Catanduvas, no Paraná.
A Secretaria de Políticas Penais confirmou a transferência de outros 22 detentos de Mossoró, entre a sexta-feira (1) e este domingo (3). Segundo o Ministério da Justiça, eles foram levados para as outras quatro penitenciárias federais.
Órgão responsável pelas penitenciárias federais transferiu 23 presos de Mossoró para outras cadeias de segurança máxima
Divulgação/Secretaria Nacional de Políticas Penais
O Brasil possui cinco presídios de segurança máxima controlados pelo Ministério da Justiça:
o do Distrito Federal;
o de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul;
o de Porto Velho, em Rondônia;
o de Catanduvas, no Paraná, para onde Beira-Mar foi transferido;
e o de Mossoró, onde dois presos, ligados à facção de Beira-Mar, o Comando Vermelho, fugiram no dia 14 de fevereiro.
É uma fuga inédita no sistema prisional federal, criado em 2006, com o objetivo de combater o crime organizado e isolar os chefes de facções e os presos de alta periculosidade. Segundo o secretário nacional de políticas penais, André Garcia, no caso de Mossoró, houve falhas nos protocolos que devem ser seguidos — o que teria permitido a fuga dos dois detentos.
A Corregedoria da Penitenciária Federal de Mossoró e a Secretaria Nacional de Políticas Penais declararam que o rodízio de internos entre as penitenciárias federais é uma estratégia de rotina, com a finalidade de garantir o enfraquecimento das lideranças do crime organizado, e que está havendo um treinamento dos protocolos de segurança, o que requer a redução do número de presos em Mossoró.
Nesta segunda-feira (4), as buscas por Deibson Cabral e Rogério Mendonça completaram 20 dias. Neste domingo (3), a dupla invadiu um galpão zona rural de Baraúna, última cidade do Rio Grande do Norte antes da divisa com o Ceará. Segundo o dono do galpão, Deibson e Rogério perguntaram se ele tinha celular e arma. Ele respondeu que não; os dois o agrediram e fugiram levando alimentos.
O Jornal Nacional esteve no local onde as buscas estão concentradas. É uma área de reserva de caatinga preservada e de mata fechada, o que dificulta o deslocamento e a visibilidade dos policiais. Com base nos últimos rastros deixados pelos bandidos, as autoridades acreditam que eles estejam ali.
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