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Rio Envira ultrapassa cota de transbordo e famílias começam a ser retiradas no interior do Acre


Nível do manancial chegou a 12,40 metros nesta quinta-feira (29); cota de transbordo é de 12 metros na região. Município de Feijó começa a sentir efeitos da cheia do Rio Envira, no interior do Acre
Asscom/Corpo de Bombeiros de Feijó
O Rio Envira, que banha o município de Feijó no interior tornou-se o manancial mais recente a ultrapassar a cota de transbordo. Na tarde desta quinta-feira (29), as águas alcançaram a marca de 12,40 metros, de acordo com o Corpo de Bombeiros. A cota de transbordo da região é 12 metros.
Segundo o comandante dos Bombeiros de Feijó, tenente Jailton Figueiredo ainda não havia, até a publicação desta reportagem, um número exato de pessoas atingidas. Figueiredo enfatizou, no entanto, que o total deve ser pequeno ao menos na zona urbana.
Rio Envira ultrapassou cota de transbordamento em Feijó (AC)
Asscom/Corpo de Bombeiros de Feijó
“Temos algumas aldeias indígenas, algumas comunidades ribeirinhas que foram afetadas. Já dentro da cidade a gente está retirando as primeiras famílias, mas graças a Deus Feijó é uma região onde dentro da cidade com o rio no nível que está afeta poucas pessoas”, explica.
Figueiredo diz ainda que o manancial já havia chegado ao limite da cota de transbordo há três dias, mas a velocidade de subida tem sido mínima e a expectativa é que o nível se mantenha estável nos próximos dias.
“Hoje quase não choveu em Feijó, então a gente espera que [o rio] já não cresça muito. Mas há uma previsão de aumentar um pouco ainda”, explica.
Feijó começa a enfrentar cheia do Rio Envira
Asscom/Corpo de Bombeiros de Feijó
Enchentes no Acre
O Acre enfrenta uma cheia histórica em 2024. Em todo o estado, pelo menos 20.182 pessoas estão fora de casa, dentre desabrigados e desalojados, segundo a última atualização nesta quinta-feira (29). Além disso, 17 das 22 cidades acreanas estão em situação de emergência por conta do transbordo de rios e igarapés. Ao menos 23 comunidades indígenas no interior do Acre também sofrem com os efeitos das enchentes.
São 1.106 pessoas desabrigadas e pelo menos 702 pessoas desalojadas somente na capital, conforme o boletim emitido pelo governo do Acre nesta quinta. Somente nos abrigos mantidos pela prefeitura de Rio Branco, no Parque de Exposições e escolas, são mais de 900 pessoas até à última atualização desta reportagem. São 312 famílias, totalizando 936 pessoas, de acordo com levantamento feito às 9h desta quarta. No total, são 1.377 pessoas em abrigos.
Acre decreta situação de emergência em 17 das 22 cidades acreanas por conta da cheia dos rios no estado
g1
Dezessete municípios do Acre estão em emergência por causa da cheia de rios e igarapés. Do total, 6.627 estão desabrigadas e 13.555 desalojadas, segundo o governo do estado. Municípios como Santa Rosa do Purus, Jordão e Assis Brasil, que já registraram vazante, estão sem atualização do quantitativo atual.
O decreto reconhecendo da situação consta no Diário Oficial da União (DOU), de domingo (25). A medida também havia sido publicada em edição extra do Diário Oficial do Estado (DOE).
Cheias nos rios deixa mortos no Acre
Situação no interior
O nível do rio Acre continua subindo em algumas cidades, porém já começa a apresentar sinais de vazante em Brasiléia nesta quinta-feira (29). Neste ano, a enchente provocou o isolamento de Brasiléia por via terrestre, já que a ponte que liga à cidade a Epitaciolândia, teve que ser interditada no último domingo (25), por conta dos riscos de as águas invadirem a ponte. Isto ocorreu nesta terça-feira, quando o manancial alcançou os 15 metros no município.
Em Brasiléia, o rio está com 15,18 metros às 6h30 desta quinta-feira (29), apresentando sinais de vazante, de acordo com a Defesa Civil do município. Na última medição às 18h, o rio Acre estava com 15,50 metros, que já era menor do que a medição das 9h30 da quarta-feira (28) que foi de 15,56 metros e se consolidou como a maior enchente da história da cidade.
Nesta quinta, o rio ainda está com mais de 3 metros acima da cota de transbordo, que é de 11,40 metros. No boletim divulgado pela governo do Acre, não há atualizações sobre o número de desabrigados e desalojados na cidade. 13 bairros foram atingidos pela enchente e 15 abrigos foram disponibilizados à população. Além disto, 14.980 pessoas foram atingidas pelas águas no município.
Brasiléia, no Acre, tem a maior enchente da história da cidade
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Vista aérea das regiões alagadas em Brasiléia, no interior do Acre
Arquivo pessoal
Em Epitaciolândia, os números de pessoas desabrigadas estão sendo contabilizadas, segundo o boletim divulgado pelo governo do Acre. Já o número de pessoas desalojadas é de 2.150 pessoas. Quatro bairros foram atingidos pela enchente e 11 abrigos foram organizados para receber os desabrigados. O nível do rio é o mesmo de Brasiléia.
Já na cidade de Xapuri, o rio apresenta 16,62 metros às 15h desta quinta, com quase três metros acima da cota de transbordo. Na última medição às 21h de quarta, o rio estava com 16,04 metros. Atualmente, 161 pessoas estão desabrigadas e 444 pessoas desalojadas em seis bairros atingidos. Na cidade há seis abrigos para atender os desabrigados.
Previsão do tempo
A previsão do tempo para o começo de março no Acre, de acordo com os dados do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam), é de tempo instável. Há muitas nuvens carregadas que se desenvolvem pelo estado por conta do fluxo de umidade que segue intenso na região.
A previsão é de pouco sol com o tempo variando de nublado a encoberto, podendo chover a qualquer hora do dia em todas as regiões acreanas. Há possibilidades de grandes acumulados de chuva em algumas regiões do estado.
VÍDEOS: g1

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