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Nos EUA, voto de protesto no Michigan marca as prévias para a eleição presidencial no estado

Democratas muçulmanos e de origem árabe comemoraram: deu certo a estratégia de usar a prévia do partido para protestar contra o apoio de Joe Biden a Israel no conflito em Gaza. Biden vence primárias democratas de Michigan
Nos Estados Unidos, o voto de protesto no Michigan marcou as prévias de terça-feira (27) para a eleição presidencial.
Democratas muçulmanos e de origem árabe comemoraram. Deu certo a estratégia de usar a prévia do partido, em Michigan, para protestar contra o apoio do presidente Joe Biden a Israel no conflito em Gaza. Gary explica que eles queriam enviar uma mensagem:
“Não ficaremos parados enquanto horrores acontecem do outro lado do mundo”.
Mais de 900 mil eleitores democratas participaram das primárias no estado nesta terça-feira (28), e a apuração confirmou o que se esperava: 81% escolheram Joe Biden para candidato à reeleição pelo partido. Mas 13% entregaram a cédula sem marcar o nome de um candidato específico. Foram mais de 100 mil votos assim. O dobro do previsto pela campanha de Biden. Layla diz que foi uma atitude humanitária:
“Foi o nosso voto para salvar o maior número possível de vidas”, afirmou ela.
Joe Biden agradeceu a participação dos democratas na prévia do partido. A campanha dele disse que o presidente compartilha do objetivo de buscar o fim da violência em Gaza, que está trabalhando por uma paz justa e duradoura e prometeu que, até novembro, Biden vai ganhar os votos de quem não marcou o nome dele na cédula.
Os resultados das últimas eleições presidenciais mostram que os muçulmanos e americanos de origem árabe no estado podem fazer muita diferença nas urnas. Eles são cerca de 300 mil eleitores em Michigan. Para se ter uma ideia, em 2016, Donald Trump venceu Hillary Clinton no estado por apenas 10,7 mil votos. E, em 2020, Biden derrotou Trump com uma vantagem de 155 mil votos.
Como o voto nos Estados Unidos não é obrigatório, eleitores democratas que protestaram na prévia do partido, agora ameaçam não votar em Joe Biden nas eleições de novembro. Aliados tentam evitar que o protesto contamine a campanha de reeleição do presidente, que ainda enfrenta insatisfações com sua política econômica e de imigração.
Os republicanos também votaram em Michigan para escolher o candidato à Presidência. Donald Trump teve 69% e Nikky Haley, 27%. Mesmo ficando atrás de Trump em todas as prévias até agora, Haley disse que vai continuar na disputa em outros estados e que é a melhor opção dos republicanos para vencer Joe Biden nas eleições em novembro.
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