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Argentinos aprendem a dançar carimbó em intercâmbio com paraenses


Selecionados por festival em Parauapebas, bailarinos e coreógrafos participam de intercâmbio cultural em Buenos Aires e Bariloche. A troca de conhecimentos deve virar documentário. Paraenses ensinam carimbó a dançarinas na Argentina
Cinco bailarinos e coreógrafos paraenses estão participando de um intercâmbio de dança na Argentina, na capital Buenos Aires e em Bariloche, na região da Patagônia. Uma das atividades foi o ensino do ritmo carimbó, típico do Pará.
Um vídeo gravado em Bariloche mostra os “hermanos” nos passos do carimbó – (confira acima). As aulas de carimbó são ministradas pela professora paraense Rose Monteiro.
“É um desafio trazer a cultura paraense dentro do carimbó, que não é uma cultura fácil de levar, considerando que você está em outro país, eles têm outro tipo de ritmo, inclusive. Mas é um desafio que vai ser muito gostoso de ser feito”, conta.
A experiência educacional e cultural tem duração de dez dias, e é realizada em duas cidades: a capital Buenos Aires, e Bariloche, na região da Patagônia.
Bailarinos e coreógrafos paraenses fazem intercâmbio na Argentina.
Divulgação
Os bailarinos foram selecionados durante a primeira edição do Dança Carajás Festival, realizada em 2023, em Parauapebas, no sudeste do Pará. Eles receberam as bolsas de estudo, incluindo passagens áreas, hospedagem, transporte e alimentação.
Na Argentina, os bailarinos aprendem dança irlandesa, swing jazz, fit barre, dança contemporânea, tango, folclore argentino, técnica de ballet progressivo, ballet clássico e aula de musical.
Já os bailarinos brasileiros ministram aulas de dança contemporânea, danças urbanas, ballet e folclore paraense (carimbó e lundum marajoara).
Paraenses fazem intercâmbio de dança na Argentina.
Divulgação
O grupo de paraenses é formado pela professora da Universidade do Estado do Pará e coreógrafa, Rose Monteiro; o bailarino clássico Wallace Luz; a doutora, coreógrafa e professora da Universidade Federal do Pará Mayrla Andrade; e os bailarinos e coreógrafos Lindemberg Monteiro e Victor Shynoda.
Victor ministra na Argentina um workshop de danças urbanas. “É a primeira vez que eu ando de avião, é a primeira vez que saio do país. Para mim, o maior desafio para ministrar as aulas será a língua, pois a única coisa que sei falar em espanhol é 5, 6, 7 e 8”.
O intercâmbio também garantiu bolsa de estudos para a bailarina clássica Caroline Cantuária, da cidade de Teresina, no Piauí. Ela também foi selecionada durante o festival. “Está sendo como ver a realização de anos e anos de expectativas criadas, mas que por conta das dificuldades financeiras e saúde, não foram possíveis serem realizadas”, ela comenta.
O intercâmbio é uma parceria com o Instituto Danzarium, de Bariloche, em projeto aprovado na Lei Paulo Gustavo do Estado do Pará, e do município de Parauapebas.
Documentário
A troca de conhecimentos na dança está sendo gravado e deve se tornar documentário, com entrevistas exclusivas. Com direção de Andrey Araújo, a equipe é composta pela produtora artística e filmaker Joara Barros e a designer e filmaker Pollyana Carvalho.
O intercâmbio também deve se tornar livro em parceria com o projeto Habitante Criador, da Universidade Federal do Pará (UFPA), coordenado pela professora Mayrla Andrade.
Sobre o Dança Carajás Festival
A primeira edição do evento foi realizada em setembro de 2023, em Parauapebas.
Durante quatro dias, 426 bailarinos, dançarinos e coreógrafos participaram de forma gratuita do evento, que permitiu um intercâmbio com profissionais da dança, entre eles: Fábio Alcantara, Adriana Assaf, Jhean Allex, Gui Negão e Rose Monteiro, que ministraram workshops para os participantes.
Os profissionais também foram jurados da mostra competitiva, que distribuiu R$ 15 mil reais em prêmios, além de bolsas de estudo no Brasil e no exterior.

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