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Rita Lee deixa álbum gravado com guitarrista Lucia Turnbull em 1973 e ainda sem edição oficial há 50 anos


Vetado pela gravadora, o único disco da dupla Cilibrinas do Éden tem repertório formado por rocks inéditos, regravação de sucesso de Erasmo Carlos e o registro original da música ‘Mamãe natureza’. ♪ MEMÓRIA – Se contabilizado o single Change (2021), lançado de forma avulsa há dois anos com música inédita, Rita Lee Jones (31 de dezembro de 1947 – 8 de maio de 2023) deixa discografia que contabiliza 40 títulos oficiais, sendo seis álbuns com Os Mutantes, quatro com o grupo Tutti Frutti e, na carreira solo, 18 álbuns de estúdio, seis discos ao vivo – sendo um, Refestança (1977), com Gilberto Gil – e cinco discos de remixes.
Esse número pode subir se um dia a gravadora Universal Music – detentora do acervo da Philips – lançar edição comercial do álbum gravado em 1973 por Rita com a guitarrista Lucia Turnbull, com quem a cantora formou a dupla Cilibrinas do Éden entre a saída do grupo Os Mutantes e a união com a banda Tuttti Frutti.
Embora lançado de forma extraoficial em LP e CD em 2008, em edições piratas comercializadas no exterior com arte psicodélica criada para o lançamento, o álbum permanece há 50 anos fora da discografia oficial de Rita Lee.
Na edição oficiosa, o álbum foi intitulado Cilibrinas do Éden, mas o fato é que disco se chamaria originalmente Tutti Frutti quando foi gravado em dezembro de 1973 no estúdio Eldorado, na cidade de São Paulo (SP), sob a batuta do então iniciante produtor musical Liminha e com músicos como o baixista Lee Marcucci.
A questão é que André Midani (1932 – 2019), executivo que comandava a gravadora Philips na época, descartou lançar o disco, de cujo repertório quase inteiramente autoral – a exceção era a regravação do rock Minha fama de mau (Roberto Carlos e Erasmo Carlos, 1964), primeiro grande sucesso de Erasmo Carlos (1941 – 2022) – foi aproveitado somente o rock Mamãe natureza, primeira música composta por Rita Lee após a saída dos Mutantes.
Contudo, Bad trip (Ainda bem) é a versão embrionária da música que, lapidada e com versos alterados por Rita, se tornaria Shangri-lá, um dos hits do álbum blockbuster lançado pela cantora em 1980, já na fase vivida com Roberto de Carvalho. Assim como Gente fina é outra coisa se tornaria, com oura letra, Locomotivas, tema da novela homônima exibida pela TV Globo em 1977.
Entre rocks como E você ainda duvida, Paixão da minha existência atribulada e Nessas alturas dos acontecimentos, Rita Lee e Lucinha Turnbull apresentaram temas mais viajantes como Festival divino e Vamos voltar ao princípio porque lá é o fim.
A viagem das Cilibrinas do Éden terminou poucos meses após ter começado em maio de 1973 em apresentação conturbada da dupla no evento Phono 73, promovido pela gravadora Philips.
Com a morte de Rita, na noite de de ontem, é possível que o único álbum da dupla Cilibrinas do Éden ganhe, enfim, uma primeira edição oficial no Brasil no embalo do culto de Rita Lee do vinil.
Capa da edição extraoficial do álbum ‘Cilibrinas do Éden’, gravado por Rita Lee em 1973
Reprodução

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