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Conselheiros tutelares denunciam falta de estrutura e insegurança para atender plantões em Divinópolis


Falta de computadores, espaço limitado e uso de táxi para atender ocorrências no plantão também foram problemas apontados pelos conselheiros em coletiva de imprensa na quarta-feira (21). Prefeitura se manifestou sobre as reivindicações. Conselho Tutelar de Divinópolis
Prefeitura de Divinópolis
Conselheiros tutelares em Divinópolis realizaram uma coletiva de imprensa na quarta-feira (21) para tornar pública a insatisfação com problemas enfrentados no dia-a-dia de trabalho. A falta de infraestrutura e a insegurança nos atendimentos das ocorrências de plantão foram os principais apontamentos.
A Prefeitura de Divinópolis, que responde administrativamente pelo Conselho Tutelar, se manifestou sobre as reivindicações na coletiva e afirmou, entre outras ponderações, que vai inaugurar uma nova sede do órgão em abril. Confira o posicionamento mais abaixo.
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Reclamações
Na coletiva, a conselheira tutelar Lucília Lima relatou problemas no sistema de plantão dos conselheiros. Ela explicou que os profissionais do plantão noturno entram às 19h e terminam o expediente às 7h do dia seguinte.
Caso haja algum chamado para ocorrência dentro desse período, os conselheiros precisam acionar um táxi e ir até o local.
“Esse taxista, credenciado pela Prefeitura, vai me levar até o local da ocorrência, e permanecer no local por meia hora. Passado esse prazo, ele vai embora, e nós enquanto conselheiros permanecemos na ocorrência. Claro que vou acionar a polícia, se ela já não estiver lá, mas eu permaneço no local até que consiga resolver a ocorrência”, explica.
Por conta do deslocamento durante a madrugada, a conselheira disse que sente insegurança ao atender essas ocorrências.
“Se eu não consigo prezar pela minha segurança como que eu vou ofertar segurança para uma criança ou um adolescente que precisa da minha ajuda neste momento ?”, diz.
Outra queixa dos profissionais é o celular disponibilizado para plantões, que, segundo eles, é simples e não tem ferramentas mais modernas, o que dificulta o trabalho realizado.
Ainda segundo os conselheiros, o número de salas que existe na sede atual também é insuficiente para os atendimentos. Atualmente, 10 pessoas dividem espaço em uma casa equipada apenas com cinco salas e cinco computadores.
“Às vezes, temos que sair da sala para outro atendimento, e isso fere a dignidade, integridade e a privacidade que constitui a lei 227 que envolve a criança e o adolescente”, apontou a conselheira Cecília Neves.
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O que disse a Prefeitura
Durante a coletiva, a vice-prefeita e secretária de Governo, Janete Aparecida, deu respostas sobre as reclamações dos conselheiros. Em relação aos problemas no sistema de plantão, ela explicou que foi definido em uma reunião entre Prefeitura, Polícia Militar (PM) e o Conselho Tutelar que os conselheiros só devem se deslocar para as ocorrência na presença da polícia.
“Ela [Conselheira] não pode ir em um bairro onde a polícia não esteja. Após chegarem lá e a polícia já estiver, o taxista pode ficar esperando, se for uma ocorrência rápida. Se for uma ocorrência que irá demorar, ele vai embora, mas ela fica lá com a polícia”, explicou.
Sobre os celulares, a vice-prefeita explica que foram disponibilizados dois celulares específicos para o plantão e que esses telefones atendem a demanda dos profissionais.
“Desses telefones, só tem o número a Polícia Militar, Polícia Civil e Judiciário e Ministério Público. Outras pessoas, nem mesmo entidade de saúde, tem o número do plantão do conselheiro, porque um conselheiro só pode ser demandado pela polícia. Então, como esse número é somente para atender o plantão, não foi disponibilizado um WhatsApp por exemplo”, destacou Janete.
Já sobre a quantidade de equipamentos e a infraestrutura do imóvel que atualmente os dez conselheiros atuam, a administração municipal disse que em abril será entregue uma nova sede do Conselho Tutelar, para onde vão cinco conselheiros. Por essa razão, segundo ela, “não justifica” equipar a atual sede com mais equipamentos.
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