Demarcação de territórios e estereótipos são discutidos em painel sobre povos indígenas em Salvador


Evento foi realizado nesta quinta-feira (13) e contou com a participação de escritora e antropólogo indígena, e sociólogo da UFBA. Painel em Salvador discute questões indígenas na Bahia
Eder Luis Santana/g1
“Será que vou ficar velha e nossas terras não estarão demarcadas? ”, esse foi o pensamento da escritora Ane Kethleen Pataxó, indígena de 23 anos nascida na Bahia, ao visitar Brasília quando tinha apenas 11. Quase 10 anos depois da viagem, a demarcação dos territórios indígenas no Brasil ainda não avançou – na contramão de casos de violência e de destruição dos seus territórios.
O tema foi discutido durante o painel Povos Originários em Cena, em Salvador, nesta quinta-feira (13), que contou com a presença de Ana Raquel Copetti, diretora de jornalismo da TV Bahia, Alexandre Boyd, diretor de programação, entretenimento e esporte, além de outros jornalistas da emissora.
Para compor a mesa de discussão, além da escritora Ane Kethleen, foram convidados o indígena pataxó e mestre em antropologia social Jerry Matalawê, e o doutor em sociologia e mestre em ciência política, Felipe Milanez.
Durante o painel, os convidados discutiram principalmente sobre o estereótipo que o indígena ainda é submetido em 2023. Segundo Jerry Matalawê, os indígenas são obrigados a reafirmarem suas identidades porque vivem nas grandes cidades ou frequentam universidades.
“Perguntam se ‘somos indígenas de verdade’, porque no imaginário das pessoas, para ser indígena é preciso viver nu na Amazônia”, destacou.
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