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Nº de imóveis vendidos cresce 39,2% em Piracicaba em 2022, mas valores negociados caem 23,4%


Balanço do Secovi-SP também aponta que houve queda no número de novos empreendimentos lançados; para entidade, cenário desperta alerta para falta de investimentos em projetos mais acessíveis financeiramente. Vista aérea de Piracicaba
Murillo Gomes/G1
O número de imóveis vendidos em Piracicaba (SP) em 2022 aumentou 39,2% em relação ao ano anterior. Por outro lado, o valor em vendas, teve uma redução de 23,4%, assim como o total de lançamentos, que reduziu 68%.
Os dados são do Sindicato das Empresas de Compra, Venda e Administração de Imóveis de São Paulo (Secovi-SP) e foram compilados e apresentados pela Brain Inteligência Estratégica. O sindicato avalia que o cenário desperta um alerta para a falta de investimentos em projetos mais acessíveis financeiramente.
Quanto às vendas, Piracicaba fechou o ano passado com 3.198 negócios. O saldo é superior ao de 2021, que alcançou 2.297. Porém, quando o assunto é valor a balança inverte. Em 2022, o saldo em vendas foi de R$ 774,2 milhões, enquanto no ano retrasado chegou a R$ 955,1 milhões.
O levantamento também apontou uma redução de 68% na quantidade de lançamentos. Foram lançados 13 empreendimentos (2.547 unidades) em 2022. Destes, cinco eram econômicos – de preços mais acessíveis -, com 1.364 unidades, mais da metade do total.
“[O imóvel econômico] é o que é mais demandado no país todo. O maior volume de população está nessa base. E sempre é o consumo de maior demanda e de maior necessidade. Então, a gente vê que tem um estoque saudável disso aí e tem condições de absorver muitos lançamentos nesse ano que começa”, avalia o diretor do Secovi-SP e da Associação Brasileira do Mercado Imobiliário (ABMI), Angelo Frias Neto.
Sócio-consultor da empresa, Marcelo Gonçalves avaliou que em 2022 o Brasil continuou com o setor aquecido, mesmo com os juros altos. Ele acredita que uma das razões para isso é a mudança de comportamento gerada pela pandemia da Covid-19, que fez muitas pessoas buscarem por casas e apartamentos mais confortáveis, além da capacidade de bancos ainda oferecerem juros menores no crédito imobiliário.
“Se formos analisar, lançamos menos e vendemos mais. Automaticamente diminuímos a nossa oferta final. Um mercado equalizado não pode só vender, tem que lançar também. De qualquer modo, chama a atenção que mesmo o último trimestre de 2022 sendo muito conturbado, houve um grande número de vendas. Isso é uma informação muito boa. A gente ainda espera um ano de 2023 mais difícil, porém, não podemos reclamar, pois continuamos vendendo”, afirmou Marcelo.
Vista aérea da região central de Piracicaba
Rodrigo Pereira/ g1
Estoque maior para alto padrão
Se por um lado a quantidade de lançamentos de imóveis com valores mais acessíveis foi mais do que a metade do total, por outro, o estoque de imóveis disponíveis atualmente é formado em sua maioria por unidades de alto padrão.
Estão disponíveis 7.804 imóveis. De acordo com o levantamento da Brain, 50% deles são de alto padrão; 35,1% são de luxo; 19,1% econômico; e 19,2% do tipo standard.
“”A gente tem pouco estoque na cidade, o que é bom. E tem uma série de lançamentos previstos nesse ano. E a gente sabe que como o imóvel de longa maturação demora quatro, cinco anos entre você comprar área, lançar e ficar pronto. Você tem que estar sempre desenvolvendo novos para não deixar que falte no mercado. […] A gente vê que a cidade de Piracicaba estar super saudável com esse estoque”, analisa
As moradias da cidade são em sua maioria são horizontais, ou seja, casas. Elas representam 88,7% do total, sendo que 11,3% são apartamentos. Um número parecido com o do país, em que as casas representam 89,3% dos domicílios.
Média de crescimento
A pesquisa também apontou que o mercado imobiliário de Piracicaba cresce 2,1% anualmente, com uma média de 3.226 domicílios comercializados – considerando, venda de lançamentos, terceiros e locação.
O consultor da Brain Inteligência Estratégica também destacou a influência da população jovem para o crescimento orgânico da cidade e sua influência no setor.
“A projeção é que nasçam, anualmente, uma média de 4.160 pessoas nos próximos 5 anos na cidade […] Eles [jovens] podem não comprar, mas alugam e movimentam o setor. Além disso, 37,8% estão na faixa etária de 25 a 49 anos. Esse é o mercado que mais vai comprar imóvel e fazer upgrade”, avalia Gonçalves.
Expectativa para 2023
Já em relação a 2023, Frias Neto aponta que inseguranças com o mercado têm levado a uma procura pelo investimento no setor imobiliário.
“O mercado financeiro teve abalos esse ano […] Isso leva as pessoas a procurarem imóvel. Então, a gente notou nesse primeiro trimestre o mercado muito aquecido para os imóveis. Apesar de toda expectativa ruim que se tinha no ano passado, não se realizou, em parte por medo da população das aplicações financeiras. A gente sabe que imóvel é moeda forte. Você nunca vai ter um imóvel que vale zero, diferente do mercado financeiro”.
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