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CPI dos Atos Antidemocráticos pede agendas do ex-ministro Anderson Torres e de generais do Exército


Generais Augusto Heleno e Gustavo Henrique Dutra de Menezes devem fornecer dados aos deputados da Câmara Legislativa do DF. Comissão também quer que PM entregue informações sobre conduta de militares nas depredações de 12 de dezembro e 8 de janeiro em Brasília. Da esquerda para a direita: Anderson Torres, general Augusto Heleno e general Dutra
Agência Brasil/g1 RR
A CPI dos Atos Antidemocráticos, na Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF), aprovou, nesta quinta-feira (13), requerimentos para obter informações sobre as agendas de compromissos e visitas recebidas no período entre novembro – após as eleições – e 8 de janeiro, pelas seguintes autoridades:
Anderson Torres, ex-ministro da Justiça de Jair Bolsonaro e ex-secretário de Segurança Pública do Distrito Federal;
General Augusto Heleno, ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República (GSI), no governo de Jair Bolsonaro (PL);
General Gustavo Henrique Dutra de Menezes, chefe do Comando Militar do Planalto (CMP).
O depoimento do general Augusto Heleno à CPI está marcado para o dia 19 de abril. Já General Dutra deve depor no dia 18 de maio (veja calendário mais abaixo).
O ex-ministro e ex-secretário de Segurança Pública Anderson Torres – que está preso desde 14 de janeiro e é investigado por suspeita de omissão durante os atos golpistas – foi convocado para depor na CPI, mas não compareceu.
Nesta quinta também foi aprovado um requerimento para a Corregedoria da Polícia Militar fornecer a relação de todos os inquéritos que apuram condutas de PMs por atuação nos atos antidemocráticos dos dias 12 de dezembro de 2022 e 8 de janeiro de 2023, em Brasília. Os parlamentares querem os nomes dos policiais investigados em cada Inquérito Policial Militar (IPM).
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A CPI
Em 12 de dezembro de 2022, Bolsonaristas radicais tentam invadir prédio da PF, incendeiam carros e ônibus em Brasília
Em 12 de dezembro de 2022 apoiadores radicais do presidente Jair Bolsonaro (PL) deflagraram uma série de atos de vandalismo na capital federal. O grupo tentou invadir a sede da Polícia Federal, danificou e incendiou carros e ônibus (veja vídeo acima).
Em 8 de janeiro de 2023 grupos terroristas invadiram e depredaram as sedes dos três poderes. Os dois ataques são alvos da investigação da CPI dos Atos Antidemocráticos instalada na Câmara Legislativa no dia 18 de janeiro.
Até esta quinta-feira (13), seis pessoas foram ouvidas. Ao todo, segundo o presidente da CPI, deputado Chico Vigilante (PT), 24 pessoas estão com convocação aprovada. Entre elas, seis já têm depoimento marcado:
19 de abril: general Augusto Heleno Ribeiro Pereira, chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) durante o governo de Jair Bolsonaro;
27 de abril: coronel Cintia Queiroz de Castro, subsecretária de Operações Integradas da Secretaria de Segurança Pública do DF;
4 de maio: Adauto Lúcio Mesquita, empresário suspeito de financiar o acampamento no Quartel-General do Exército, em Brasília;
11 de maio: coronel Fábio Augusto Vieira; ex-comandante-geral da PM;
18 de maio: general Gustavo Henrique Dutra de Menezes, ex-chefe do Comando Militar do Planalto;
25 de maio: José Acácio Serere Xavante, indígena preso em 12 de dezembro, dia de ataques à sede da Polícia Federal, em Brasília.
Outras cinco pessoas também estão na lista de prioridade para serem ouvidas na CPI: coronel Reginaldo Leitão, coronel Klepter Rosa, coronel Marcelo Casimiro Vasconcelos, major Cláudio Mendes dos Santos e tenente-coronel Paulo José.
Leia mais notícias sobre a região no g1 DF.

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