Moradores e passageiros afirmam que desmoronamento tem afetado o transporte público em Sabaúna, em Mogi


Segundo moradores, parte da Rua Maria de Almeida Vasques Neo está interditada por causa de um desmoronamento. A Prefeitura informou que fez os serviços emergenciais de sinalização e desvio das águas pluviais da pista para o talude que desmoronou. Desmoronamento afeta o transporte público no distrito de Sabaúna, em Mogi
Moradores e passageiros do transporte público do distrito de Sabaúna, em Mogi das Cruzes, reclamam dos problemas causados por um desmoronamento. Com parte de uma pista interditada, eles afirmam está difícil entrar e sair do distrito.
Desde o início do ano, uma parte da Rua Maria de Almeida Vasques Neo, principal acesso a Sabaúna, está interditada por causa de um desmoronamento, segundo os moradores. Um perigo para os motoristas que precisam dividir o único lado da pista que está transitável.
“Quem vem de cá tem que esperar e quem vem de lá não espera. Então, é uma luta, porque você tem sempre que ceder sua vez e o outro não vem, o outro não passa. Se você passa, bate junto. Então, tá complicado”, disse a professora Cristina Maria dos Santos.
Além dos motoristas, quem depende do transporte público também sofre. Por causa da interdição, os ônibus de linha não fazem mais o mesmo trajeto. Sem passar pelo centro do distrito, o ônibus agora para em outros lugares, não necessariamente em pontos.
“Não tem abrigo, sob o sol, sob a chuva. Então, é muito desconfortável essa espera de ônibus hoje em dia aqui em Sabaúna”, comentou a aposentada Cleide Soares.
Rua Maria de Almeida Vasques Neo é o principal acesso ao distrito de Sabaúna, em Mogi
TV Diário/Reprodução
Sem saber da mudança, Solange da Costa quase perde a condução. “ Eu não sabia mais, não sabia. Se não fosse ela, eu ia perder o ônibus”, contou a dona de casa.
Cleide acompanha o problema de perto. Ela diz que, há tempos, o proprietário de um terreno próximo ao desmoronamento cedeu o lote para a Prefeitura construir uma outra pista. A moradora diz que chegaram até a abrir o caminho, mas a obra parou.
“É necessário fazer um muro de arrimo no quintal da casa que fica debaixo desse barranco. Mas também existe alternativa de fazer uma segunda pista pro lado do barranco alto, que já foi liberado pelo proprietário do terreno. Foi aberta uma segunda pista, mas a Prefeitura não deu andamento a isso”, explicou.
“Já faz um tempinho que já tá parado ali e ninguém vem consertar. Poderia muito bem vir consertar, mas a gente fica esperando a boa vontade deles”, desabafou a aposentada Maura Gomes.
A Prefeitura informou que fez os serviços emergenciais de sinalização e desvio das águas pluviais da pista para o talude que desmoronou, com a construção de um anteparo de asfalto. Já a realização de desvio pelo terreno particular ao lado está sendo estudada, mas vai demandar obras de movimento de terra, drenagem e pavimentação, além do ajuste na fiação de energia.
Paralelamente, os técnicos da Prefeitura estão verificando a possibilidade de trabalho em conjunto com a concessionária da rede ferroviária, que é a dona do terreno onde houve o deslizamento, de acordo com a administração municipal.
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