Xapuri recebe mais de 123 mil da União para ações após cheia que atingiu mais de 2,4 mil pessoas


No final de março, a União reconheceu o estado de emergência decretado pelo município. Recursos serão usados na limpeza de bairros afetados por inundações. No final de março, a cidade de Xapuri teve o decreto de emergência reconhecido pela União
Asscom/Prefeitura Xapuri
A cidade de Xapuri é uma das oito que declararam situação de emergência por conta da cheia do Rio Acre. No final de março, a União reconheceu a situação no município e agora o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), por meio da Defesa Civil Nacional, autorizou o repasse de R$ 123 mil para limpeza de bairros afetados por inundações.
Os recursos serão usados na limpeza urbana dos bairros Sibéria, Centro, Braga Sobrinho e Polo Jequiá.
O rio chegou a atingir 15,53 metros no dia 30 de março, sendo que a cota de alerta na cidade é de 12,50 metros e a de transbordo 13,40 metros. Com a vazante, as ruas, casas e estabelecimentos comerciais ficaram cobertos de lama. A prefeitura iniciou limpeza das ruas no dia 31 de março.
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Ao g1, a prefeitura de Xapuri disse que iniciou a limpeza dos bairros, mas que ainda há espaços esperando as ações. Segundo a gestão, é necessário que o rio se estabilize ainda mais. “Temos a praça São Sebastião e toda extensão do rio que corta desde o bairro da Bolívia até o final da major salinas ainda pra limpar. Como o barranco está muito mole, por questão de segurança estamos esperando o rio estabilizar e as chuvas também darem uma trégua para continuar a limpeza”, informou a gestão.
A cidade também recebeu R$ 250 mil do governo do estado para as ações de limpeza e mais R$ 20 mil do Poder Judiciário, segundo a prefeitura.
Ao todo, 38 famílias ficaram desabrigadas, com um total de 118 pessoas. Além disso, 185 famílias com 543 pessoas estão desalojadas. A cidade ficou com três abrigos ativos, no Centro da Juventude, Escola Anthero Soares bezerra e Estádio Álvaro Felício.
As águas do rio chegaram em um dos patrimônios históricos mais importantes na história do Acre, a casa onde morou e morreu o líder seringueiro Chico Mendes. Também foram atingidos o abrigo Casa do Idoso, o Hospital Epaminondas Jácome e o quartel da Polícia Militar na cidade.
A imagem de São Sebastião precisou ser retirada do local onde fica no Centro da cidade, por conta da enchente e foi levada pelos bombeiros para a igreja.
Recurso para o estado
Desde o início do ano, o MIDR já destinou mais de R$ 8,8 milhões para ações de proteção e defesa civil no estado do Acre.
Cidades em situação de emergência ou estado de calamidade pública reconhecido pela Defesa Civil Nacional estão aptas a solicitar recursos do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional para atendimento à população afetada.
As ações envolvem socorro, assistência às vítimas, restabelecimento de serviços essenciais e reconstrução de infraestrutura destruída ou danificada. A solicitação deve ser feita por meio do Sistema Integrado de Informações sobre Desastres (S2iD).
Com base nas informações enviadas, a equipe técnica da Defesa Civil Nacional avalia as metas e os valores solicitados. Com a aprovação, é publicada portaria no DOU com a valor ser liberado.
Situação de emergência
No dia 29 de março, o governo federal reconheceu a situação de emergência decretada pelas prefeituras de Brasileia, Epitaciolândia e Xapuri por causa da enchente do Rio Acre que atinge milhares de moradores da região do Alto Acre.
Brasileia e Epitaciolândia decretaram situação de emergência no dia 25 de março com validade de 30 dias e Xapuri publicou o decreto no dia 26 com validade de 180 dias.
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