França diz que venda de passagens aéreas voltaram ao nível pré-pandemia e quer ampliar acesso a viagens

Ministro de Portos e Aeroportos afirmou que setor chegou a 90 milhões de bilhetes vendidos, mas só 10% dos brasileiros embarcaram. O ministro de Portos e Aeroportos, Márcio França, afirmou nesta quarta-feira (12) que o número de passagens vendidas voltou ao patamar pré-pandemia, mas se limitou a 10% dos brasileiros. Para o ministro, o primeiro desafio no setor é ampliar o acesso às passagens e permitir que mais pessoas possam voar.
“O Brasil no ano passado chegou a 90 milhões de passagens. É um número semelhante ao número que tínhamos antes da pandemia. Portanto, já voltamos ao mesmo padrão de antes da pandemia”, destacou o ministro.
“Entretanto, só 10% dos CPFs do Brasil voam nessas 90 milhões de passagens. Aí está nosso grande desafio. Fazer com que mais gente tenha acesso e possa voar”, afirmou durante fórum da Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base (Abdib).
França disse que os passageiros no Brasil voam cerca de um terço dos chilenos e colombianos. “Temos mais coisas a preencher do que só o problema do valor da passagem”, declarou.
Passagens de R$ 200
Em relação ao programa de passagens a R$ 200, o ministro disse que o projeto deve entrar em vigor no segundo semestre e terá como um dos eixos simplificar a compra de passagens. Segundo ele, a ideia de ter uma sistema mais simples para a compra de bilhetes vai ajudar as pessoas a viajar mais.
“Nós temos que quebrar essa lógica de que a aviação ou que as passagens de avião são inacessíveis. As pessoas nem sonham que podem viajar”, disse. ”Eu sempre acho que esses portais de compra são muito complexos. Não é uma coisa simplificada. A ideia do programa é simplificar, fazer com que a pessoa se sinta acolhida.”
Conforme França, a ideia é estimular o setor em meses “intermediários”, sem grande movimento. “Isso pode fazer com que não só dobremos o números de CPFs que estão voando no Brasil, mas acima de tudo fazer com que os aviões andem lotados nesses meses intermediários”, declarou.
O ministro afirmou ainda que está formatando com os aeroportos um mecanismo para compensar parte das taxas de embarque e desembarque aos passageiros.

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